Murilo Bereta é jornalista Em outubro de 1967, o médico e guerrilheiro cubano Ernesto Che Guevara é assassinado na Bolívia. Ele tentava organizar a revolução e a emancipação da classe trabalhadora. Era Primavera e Che, aos 39 anos, saia da vida para entrar para a história como inspiração e mártir revolucionário. Quase um ano depois, em 29 de setembro de 1968, em outra Primavera, o grande músico Geraldo Vandré tirou o sono dos generais da ditadura militar. No Festival Internacional da Canção, no Rio de Janeiro, ele cantou "Ainda fazem da flor seu mais forte refrão e acreditam nas flores vencendo o canhão". Era o ímpeto revolucionário do brotar das flores, da renovação da vida, influenciando o cenário político. A música "Pra não dizer que não falei das flores" tornou-se o hino de resistência de toda uma geração. Em meados da década seguinte, em 1974, em uma Primavera européia, a Revolução dos Cravos brotava em Portugal. Com adesão em massa da população, o movimen...
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