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Mostrando postagens de abril, 2026

Viva o Sinjorba! 81 anos de luta e resistência coletiva

  Tem dias em que a gente vai a um evento e sai com o coração mais cheio do que a pauta. Foi assim no Plenarinho da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), na sessão que celebrou os 81 anos do nosso Sinjorba, nesta última (29/04). O ato, proposto pelo deputado  Robinson Almeida (PT), acabou sendo mais do que uma homenagem formal. Virou um encontro de memórias, lutas e afetos que atravessam gerações do jornalismo baiano. Diretoria de 1993 Entre falas firmes sobre democracia, liberdade de imprensa e os desafios cada vez mais duros da profissão, havia também aquele sentimento silencioso que só quem viveu a história reconhece no olhar do outro. O Sinjorba não é só uma entidade. É trincheira, abrigo e resistência organizada. Foi bonito ver tanta gente que ajudou a construir esse caminho reunida ali. Entre elas, nós, da diretoria de 1993 a 1995, marcando presença. Alberto Freitas, nosso presidente à época, e os diretores Mônica Bichara, José Sinval e eu. Confesso que deu um nó bom n...

Peri-Feiras Pretas movimenta a Estação da Lapa e fortalece empreendedorismo feminino periférico

   Texto: Cláudia Correia  De 5 a  9 de maio, a Peri-Feiras Pretas acontece na Estação da Lapa, reunindo 30 empreendedoras de diferentes segmentos, das 9h às 17h. A força do empreendedorismo feminino periférico ganha visibilidade em um dos pontos mais movimentados de Salvador. Idealizada pelo Coletivo Resistência Preta, a iniciativa tem como proposta f ortalecer a geração de renda e ampliar oportunidades para mulheres da periferia por meio de feiras itinerantes realizadas em diferentes territórios da capital baiana. Com um planejamento anual voltado para a circulação nas periferias, a Peri-Feiras Pretas realiza nesta edição uma ação especial em alusão ao mês das mães. A escolha de um espaço de grande fluxo como a Lapa busca ampliar a visibilidade das empreendedoras e potencializar suas vendas, conectando seus produtos a um público mais diverso. A feira reúne iniciativas que vão do artesanato à alimentação, evidenciando a criatividade, a resistência e a potência...

Leitura de "Ancestral" para o cacique Juvenal Payayá emociona a autora Joana D´Árck

  Poema do livro "Feito Íntimo" aconteceu no lançamento na Bienal da Bahia   A jornalista e escritora Joana D’Arck lançou seu terceiro livro, Feito Íntimo, no último dia 17, durante a Bienal do Livro Bahia 2026. O lançamento aconteceu no estande do Studio Palma e foi marcado por intensa movimentação, reunindo familiares, amigos, colegas e leitores. Publicado pela Agência e editora Studio Palma, em parceria com a editora Usina de Textos, o livro reafirma uma escrita que nasce do íntimo, mas dialoga com memórias coletivas, afetos e atravessamentos históricos. A participação da autora na programação da Bienal seguiu reverberando para além do lançamento. Em uma entrevista literária no espaço do Governo do Estado, ao lado das escritoras Gilmara Belmon e Jealva Ávila, Joana compartilhou um dos momentos mais marcantes de sua experiência no evento: o encontro com o escritor e cacique indígena Juvenal Payayá.   A conversa retomou uma fala de Payayá na FLIGÊ – Feira Literária...

Mulheres se destacam na Bienal do Livro Bahia

Texto: Cláudia Correia A Bienal do Livro Bahia 2026, de 15 a 21 de abril, no Centro de Convenções, Salvador, com o tema “Bahia: identidade que ecoa nos quatro cantos do mundo”, reuniu autores nacionais e baianos renomados, como Itamar Vieira Junior, Tia Má, Douglas Silva, Ailton Krenak, Leda Maria Martins e Raphael Montes, além de palestras e atrações.  A curadoria ficou por conta dos baianos:  Josélia Aguiar, Itamar Vieira Junior, Aldri Anunciação, Deco Lipe, Maíra Azevedo e Mira Silva. O destaque dessa edição foi o forte incentivo à leitura, com investimento do Governo da Bahia em vales-livros para estudantes e professores da rede estadual, credenciamento gratuito para educadores, autores e profissionais da Comunicação. Protagonismo Feminino A produção das mulheres escritoras, em diferentes gêneros literários, predominou nos estandes das livrarias e das editoras privadas e públicas como a Empresa Gráfica da Bahia -EGBA e a Universidade Federal da Bahia-UFBa. Para Heloisa Lim...

Protestos e oficinas vazias marcam processo de revisão do PDDU

  Sem divulgação ou qualquer mobilização da sociedade para que a revisão do PDDU seja um processo de fato participativo, as quatro oficinas promovidas pela prefeitura na manhã de sexta-feira (17) foram um fiasco. Esvaziadas e com protestos, que incluíram a leitura de uma carta do Observatório do PDDU de Salvador. Na de Itapuã, por exemplo, apenas quatro pessoas compareceram e se retiraram em sinal de protesto, para não validar a oficina fake, depois de ler o manifesto. O Observatório chama atenção da sociedade civil para a necessidade de se organizar para impedir que esse processo fajuto seja validado, com novas oficinas marcadas (mas não divulgadas) para o dia 4 de maio.   Na oficina realizada na Escola Municipal Hildete Lomanto, no Garcia, envolvendo as prefeituras bairro do Centro, Brotas, Barra e Pituba, representantes do Observatório do PDDU protestaram contra a forma que a prefeitura vem conduzindo o processo. Segundo os manifestantes, que portavam cartazes com frases ...

Escultura Deusa Ifá corre risco de desabar na Praça Carlos Bastos, na Pedra do Sal

A única escultura do baiano Carlos Bastos a céu aberto, a Deusa Ifá, na praça que homenageia o artista, na Pedra do Sal, entre Itapuã e Stella Maris, está correndo risco de desabar por conta de uma árvore que cresce dentro da sua estrutura de concreto. O presidente da Associação Stella4Praias, Fernando Miguez, denuncia a situação e apela aos órgãos públicos ligados à área de manutenção dos equipamentos públicos no sentido de que tomem providência antes que o pior aconteça. O monumento, que este ano completa 30 anos, está em processo de tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o que eleva a sua importância arquitetônica e cultural. No ano passado, no dia do aniversário de Salvador, 29 de março, a praça e a escultura foram defendidas por moradores da região, ambientalistas, políticos e artistas, que promoveram um abraço simbólico ao espaço, na época ameaçado por leilão da prefeitura. Abraço simbólico no aniversário de Salvador do ano passado, 29 de ...

Escritoras agenciadas pelo Studio Palma participam da programação oficial da Bienal do Livro Bahia

  Estamos em contagem regressiva para a Bienal do Livro Bahia 2026, que começa dia 15  e vai até dia 21 de abril. E a presença do Studio Palma nesta edição vai movimentar não só a agenda, mas o próprio corpo da literatura baiana. A agência e editora chega com uma programação que pulsa: lançamentos, autógrafos, rodas de conversa, mediações e encontros que atravessam diferentes espaços da Bienal. Não ficará restrita a um estande: vai se espalhar, ocupar, criar circulação. E isso diz muito. A programação completa já está no site oficial da Bienal (vale mergulhar: https://www.bienaldolivrobahia.com.br/programacao/ ), e o que se vê ali é um mosaico potente de vozes, temas e estéticas. Logo no início, no espaço Portais da Palavra , a escritora Gilmara Luz traz sua escrita voltada às infâncias, atravessada por pertencimento e ancestralidade negra, com o livro Um sonho cor de luar . No mesmo território, Carl a de Jesus e Mano Gavazza cruzam música e literatura para contar a história d...

Promotora de Justiça lança na França obra fundamental sobre Cotas Raciais e confronta o “silêncio universalista” europeu

  PARIS, FRANÇA – A escritora e promotora de Justiça baiana Lívia Sant’Anna Vaz desembarca na Europa para o lançamento da edição francesa de sua obra "Quotas Raciaux : pour une égalité réelle" (Edições Anacaona). O livro, que já é referência no Brasil, chega à França em um momento de extrema tensão racial e política, propondo um diálogo urgente entre a experiência jurídica brasileira e as resistências institucionais europeias. A turnê de lançamento, que percorre cidades como Paris, Marselha, Toulouse e Lyon, além de passagens pela Suíça e Bélgica, ocorre em um cenário de contradições profundas no continente. Enquanto o Brasil completa mais de duas décadas de políticas de cotas com resultados mensuráveis na democratização do acesso ao ensino superior e ao serviço público, a França ainda se refugia em um "universalismo abstrato" que impede a coleta de dados étnico-raciais e, consequentemente, a implementação de medidas de reparação. O lançamento ganha contornos de den...