A Bienal do Livro Bahia 2026, de 15 a 21 de abril, no Centro de Convenções, Salvador, com o tema “Bahia: identidade que ecoa nos quatro cantos do mundo”, reuniu autores nacionais e baianos renomados, como Itamar Vieira Junior, Tia Má, Douglas Silva, Ailton Krenak, Leda Maria Martins e Raphael Montes, além de palestras e atrações.
A curadoria ficou por conta dos baianos: Josélia Aguiar, Itamar Vieira Junior, Aldri Anunciação, Deco Lipe, Maíra Azevedo e Mira Silva.
O destaque dessa edição foi o forte incentivo à leitura, com investimento do Governo da Bahia em vales-livros para estudantes e professores da rede estadual, credenciamento gratuito para educadores, autores e profissionais da Comunicação.
Protagonismo Feminino
A produção das mulheres escritoras, em diferentes gêneros literários, predominou nos estandes das livrarias e das editoras privadas e públicas como a Empresa Gráfica da Bahia -EGBA e a Universidade Federal da Bahia-UFBa.
Para Heloisa Lima, proprietária da Editora Alacazim e autora, a Bienal reafirmou o protagonismo da escrita feminina e fortaleceu o diálogo entre autores, leitores e o mercado editorial. “Um evento que amplia vozes e demonstra a diversidade literária baiana, em um espaço plural de cultura, reflexão e transformação”, afirmou. Ela é uma das autoras da Coletânea poética “Entre Palavras e Marés”: Vozes Femininas”, lançada dia 16 pela Editora Cogito e a Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil- Seção Bahia-AJEB.
A AJEB congrega em todo o país cerca de 800 escritoras e é liderada na Bahia por Lísias Azevedo, cujo trabalho em parceria com a Fundação Pedro Calmon e outras instituições tem permitido a participação das associadas em feiras literárias no interior baiano, em coletâneas promovidas no estado e fora do país.
Jornalistas como Maíra Azevedo (“A Menina do cabelo mágico”), Carla Visi (“FemininAXÉ: o axé tem mátria e sua voz é ancestral”) e Joana D’Arck (“Feito Íntimo”, pelo Studio Palma), promoveram encontros para autógrafos de seus livros, atraindo um grande público.
Espaços da DiversidadeNo auditório Vozes da Bahia, gerido pela Fundação Pedro Calmon, 84 autores e autoras foram selecionados através de edital para mostrarem seu talento em formato de palestras, com mediação de nomes de destaque da literatura baiana, promovendo diálogos potentes e enriquecedores.
O auditório também foi palco para a Academia de Letras da Bahia (ALB), que discutiu os dilemas da literatura local, e para coletivos como o Raiz Livraria, que apresentou “A história por trás da história.
No Café Literário, o público participou de debates potentes, a exemplo da Mesa “Festas, feiras e festivais literários”, com Ricardo Ishmael e Bárbara Carine, e mediação do diretor-geral da Fundação Pedro Calmon, Sandro Magalhães; e a Mesa “Sobrevivência intelectual na era das Fake News”, com os jornalistas Jean Wyllys, MidiãNoelle, Emiliano José e mediação de Tarsila Alvarindo.
Com uma curadoria diversa, a programação infantil destacou apresentações performáticas de contos indígenas, narrativas musicais como as aventuras de um marinheiro em ilhas mágicas baianas e atividades focadas no desenvolvimento da primeira infância, como a Turma da Jaquinha e o livro “O menino que era música”, de Liris Letieres, história de ficção inspirada na vida do Maestro Letieres Leite.
A produção literária conectada com as lutas dos povos originários, reforçando o poder da narrativa indígena na construção da identidade brasileira foi exposta no encontro "Literatura Indígena: Textos, contextos e sarau", um espaço vital de celebração e resistência através das palavras. A atividade reuniu vozes fundamentais como Cacique Juvenal Payayá, Ademario Payayá, Ezequiel Vitor Tuxá, Casé Angatu e Ane Kethleen Pataxó.
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