Sem divulgação ou qualquer mobilização da sociedade para que a revisão do PDDU seja um processo de fato participativo, as quatro oficinas promovidas pela prefeitura na manhã de sexta-feira (17) foram um fiasco. Esvaziadas e com protestos, que incluíram a leitura de uma carta do Observatório do PDDU de Salvador. Na de Itapuã, por exemplo, apenas quatro pessoas compareceram e se retiraram em sinal de protesto, para não validar a oficina fake, depois de ler o manifesto.
“Muitas pessoas que gostariam e deveriam estar aqui contribuindo não têm nem ideia de que a revisão está acontecendo. O problema é que as decisões que serão tomadas nesse processo vão afetar a vida delas, assim como as nossas, pelos próximos 10 anos”, pontuou o manifesto.
A
prefeitura sequer divulgou as atividades em seus canais oficiais de comunicação
(como site e perfil do instagram), limitando-se a postar um link para
inscrições no site específico da revisão do PDDU, que não é de conhecimento da
população.
O processo de revisão do PDDU de Salvador, que deve ocorrer a cada 8 anos, começou atrasado no final de 2025 e até o momento não realizou nenhum tipo de discussão sobre a metodologia das atividades de participação popular. Os fóruns técnicos e oficinas de bairro realizados até agora tiveram suas datas, metodologia e convidados impostos pela prefeitura - o que vem sendo apontado como descumprimento da obrigação de promover a participação popular na discussão dos planos diretores prevista no Estatuto das Cidades.




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