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Jornalistas baianos sacodem a poeira e se jogam na luta pela revitalização do SINJORBA




Movimento culminou com lançamento da chapa única Começar de Novo


Ao contrário do que vem acontecendo na maioria das bases sindicais, com o esvaziamento das entidades e a escalada de retrocessos que empurra o país para um abismo, os jornalistas baianos dão exemplo e se mobilizam para reerguer o SINJORBA de tantas lutas. Da resistência ao atraso surgiu o movimento Jornalistas pela Democracia e daí uma campanha pela revitalização do nosso sindicato, que vem envolvendo cada vez mais colegas e empolgando a categoria.

A chapa Começar de Novo, encabeçada por Moacy Neves (Moa), nasceu dessa mobilização e encantou pessoas como eu, que julgavam já ter dado o quinhão de contribuição em diretorias anteriores. Não resisti a tantos queridos colegas abraçando a causa, e tô nessa como suplente do Conselho de Ética, encabeçado por Kardé Mourão, que me pegou pelo pé e não deixou desistir. Mas estou feliz com toda essa movimentação.

A receptividade tem sido a melhor possível nas visitas às redações, o que vem tomando as duas últimas semanas da campanha, já que a eleição acontece nos dias 17 e 18 de julho em todo o estado (Vejam no final fotos de algumas visitas às assessorias da Secom do governo, Assembleia e MP, além de redações de jornais e sites).



Olhem só nesse cartaz quanta gente boa junta




Segue a íntegra do manifesto do movimento:

OS DESAFIOS SÃO MUITOS, NOSSA ORGANIZAÇÃO É URGENTE!
Maio de 2019. Tal qual em maio de 2018, maio de 2010, maio de 1999, os jornalistas baianos seguem como uma categoria com pouca participação política, baixa representatividade, baixos salários, jornadas de trabalho além do legal e enfrentando uma carga de estresse que compromete a saúde física e mental.
Jornalismo como no passado não existe mais. As novas tecnologias trouxeram enormes transformações. Abriram novas perspectivas, mas também multiplicaram demandas. Em paralelo, as regulamentações trabalhistas se deterioraram. Vivemos a era do serviço temporário e da contratação via PJ, enfim, do trabalho precário. Em maio de 2019, seguimos sendo uma peça da engrenagem do chamado “quarto poder”. Na prática, não mais que isso.
A crise, com redações enxutas, um exército de reserva à disposição e o advento de uma imprensa cada dia mais mercantil, impôs uma disputa de mercado que empurra a profissão para o precipício. Não é mais o fato o que importa e sim a versão; não é mais a notícia a prioridade e sim o seu valor financeiro. A palavra colega, lamentavelmente, vem sendo substituída por concorrente. Tudo como pretende o poder dominante: jornalismo ruim, jornalistas explorados. Eis a dialética do caos.
Embora a comunicação siga sendo um de nossos pilares, já que essa é a sociedade da informação, a corrida pela instantaneidade é sacudida pelo advento da “pós-verdade” e da “fakenews”, alimentados pelo monitoramento das redes sociais e utilização de algoritmos.
A realidade do País não ajuda. O desemprego assola 13,5 milhões e seriam necessárias 28 milhões de vagas para abrigar todos os que deveriam trabalhar. Mais de seis milhões de brasileiros deixaram de procurar trabalho, há mais de um ano. Jornalistas aí incluídos, que hoje se ocupam com outros afazeres. O Brasil mais retrocede que avança, em uma avenida de contradições, com uma elite incapaz de apresentar uma saída que não seja excludente.
É nesse contexto que somos chamados a desempenhar o papel de nossas vidas. Nós que fazemos da comunicação nosso ofício, temos o desafio de atuar para restabelecer meios seguros e confiáveis de informação. Mais do que uma necessidade básica para o jornalismo, trata-se de uma tarefa fundamental para o conjunto da sociedade, que precisa recolocar em seu horizonte o avanço civilizatório, hoje gravemente ameaçado.
Para encarar este enorme desafio, precisamos de força e voz. Só avançaremos rompendo com o papel de mera peça da engrenagem. É hora de virar este jogo, crescendo, se legitimando. Para isso, precisamos fortalecer nossas organizações, especialmente o Sindicato dos Jornalistas da Bahia, o nosso Sinjorba.
Nossa organização, como categoria profissional, está enfraquecida e não dá conta dos desafios. Com trajetória de altos e baixos – consequência do nosso perfil -, o Sinjorba passa por uma de suas maiores crises. Eis a dialética novamente permeando nossa vida: sindicato fraco, trabalhador explorado. Acrescente-se ao nosso caso, jornalismo ameaçado.
É assim que as estruturas de poder querem. Não foi à toa que o último governo de plantão atacou as finanças dos sindicatos impondo o fim do imposto sindical, que atingiu em cheio também o Sinjorba. Não à toa, ainda, que o atual governo tenta aprovar no Congresso uma medida provisória para acabar com a consignação sindical. Quanto menos recursos as entidades tiverem, menor e mais dificultada será sua atuação em defesa de seus representados. Revitalizar o Sinjorba, dando-lhe sustentação é, pois, um imperativo aos jornalistas baianos.
Preocupados com essa situação, um grupo de colegas vem se reunindo com o objetivo de retomar a organização de nossa categoria como uma necessidade urgente e prioritária. São profissionais com pensamentos e ideias diversas, de várias gerações, que não se conformam com o fatalismo e sabem da importância que tem o Sindicato, especialmente na atual conjuntura, que entendem que divergências aqui ou ali não são obstáculos para a unidade que se faz necessária na luta dos trabalhadores.
Esse coletivo está se propondo não somente a resgatar a capacidade organizativa e de mobilização dos jornalistas, mas a fazer do Sinjorba um sindicato novo, participativo e atuante, sintonizado com o cenário social que está posto, com os desafios das novas tecnologias, das novas dinâmicas do mercado de trabalho, da precarização da legislação trabalhista, enfim, do que temos para hoje.
Para isso dar certo e ter vida longa, o Sindicato precisa de todos os colegas. Se você se identifica com essa iniciativa, se concorda que tudo apresentado aqui nesse manifesto faz sentido, se acredita na sua própria força e vontade de transformar permanentemente as adversidades, venha conosco construir esse novo Sinjorba.
Nossa bandeira é a da unidade para a superação. E é urgente!
Salvador, maio de 2019.”


Assembleia Legislativa


Secom Gov. Estado

Correio da Bahia

Bahia Notícias

Embasa







Feira de Santana

Câmara

Câmara

APLB

Câmara


Câmara
Secult

BocãoNews

Prefeitura de Salvador (sede)

Prefeitura

Comentários

  1. Valeu Joana. Vamos firmes e juntos revitalizar e fortalecer o Sindicato.

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  2. Enfim, uma notícia boa nesse momento de retrocessos que vivenciamos. Essa movimentação há tempos se faz necessária e agora chega como uma luz no fim do túnel. O jornalismo sem dúvida é uma das profissões mais afetadas pelas políticas de descontrução e desmobilização das classe trabalhadora, e ainda institucionalmente golpeada pela cassação do nosso diploma. Então, todo o apoio aos bravos colegas que se encorajam e no convidam para recomeçar a luta da nossa categoria é mais que necessário. Tô junto! Ainda mais com tanta gente boa, profissionais de primeira linha e colegas comprometidos com o bom exercício da profissão. COMEÇAR DE NOVO!

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  3. Uma excelente notícia! Como jornalista, há anos aguardo por esse momento. Precisamos nos unir, lutar por nossos direitos, lutar para que sejamos respeitados como pessoas e profissionais. Ademais, o jornalismo de qualidade precisa ser retomado. Contem comigo! #tamojunto

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  4. Corrigindo meu comentário: ... da classe trabalhadora... Ai gente! Postar no celular ainda é meio complicado pra mim. Fiquei tentando tirar o ESSE depois que havia publicado e não consegui(rsrs).

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  5. Valeu, Marcele. Tamos juntas, Começar de Novo é uma injeção de ânimo na nossa categoria

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  6. É a renascença! Estamos prontos pra fazer com que haja debate é ação!

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  7. Comadre, essa chapa é top! Tem o povo todo que eu gosto e admiro. Só faltou a participação dos novinhos na profissão. Então precisamos fazer uma forte campanha pra atrair essa galera.#tamujunto #começardenovo

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  8. Verdade Jô, mas acho que essa revitalização, a garra com que a chapa está abraçando a causa e as visitas às redações, vai atrair a galera mais jovem pra esse processo. Nunca foi tão necessário ter um sindicato com disposição para garantir nossos direitos

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