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Publicar ou não casos de suicídio? Evento do Sinjorba vai abordar esse dilema


As dificuldades e a complexidade do trabalho jornalístico em casos de suicídio formam um tema recorrente na atividade profissional da categoria, que poderá debater o assunto no evento "A cobertura do Suicídio pela Imprensa", promovido pelo Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba), no dia 25/10 próximo, a partir das 9 horas, no auditório da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom-UFBA).

O evento terá como palestrante a professora Malu Fontes (Facom) e como debatedores os médicos Lívia Castelo Branco, psiquiatra da Clínica Holiste e Ivan Paiva, emergencista e cirurgião geral, gerente executivo de Atenção às Urgências do Município de Salvador.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 800 mil pessoas acabam com suas vidas todos os anos no mundo, o que equivale a uma morte a cada 40 segundos. No Brasil, a taxa de mortes por suicídio cresceu 7% em 2016 (último ano da pesquisa feita pela OMS), com 6,1 casos a cada 100 mil habitantes (eram 5,7 por 100 mil em 2010). 

O presidente do Sinjorba, Moacy Neves, diz que este é um tema recorrente nos debates de grupos de jornalistas, principalmente quando veículos publicam sobre o fato. “Entre os profissionais do jornalismo existe uma convenção informal para não noticiar o suicídio, mas precisamos discutir o assunto, com a prudência necessária, porque os números de casos no Brasil e no mundo transformaram este ato individual em um fenômeno social, hoje um problema de saúde pública”, diz. Para ele, entretanto, na cobertura de qualquer ato de violência, é preciso observar, sempre e antes de tudo, o respeito à pessoa humana. 

"Publicar ou não publicar é um dilema constante na vida de repórteres, principalmente aqueles que cobrem as ocorrências de violência no cotidiano. Existem vários e bons manuais sobre este assunto e um dos objetivos do evento é contribuir para a elaboração de um manual de orientação do Sinjorba, mostrando os vários aspectos e situações vivenciadas pelos colegas", explica Marjorie Moura, diretora de Relações Institucionais e Jurídicas do Sindicato.

*Texto enviado pelo  Sinjorba 

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