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Parceria entre Emiliano José e o Pilha no Caderno 2 do A Tarde

 


Essa nossa parceria com o escritor imortal da ABL e jornalista Emiliano José está cada vez mais forte e badalada.🤜🤛🗣 De novo foi registrada no jornal A Tarde, em matéria assinada por Mônica Bichara, caderno de Cultura, edição desta segunda-feira, 24 do 01.
E nós do Pilha ficamos como?😀😀😀

Ficamos orgulhosas, né Joana D´Arck? Não podia ser de outra forma? 

Reproduzo aqui , no final, texto publicado na edição de segunda-feira (25) do Caderno 2 do jornal A Tarde, editado por Chico Castro Jr, ressaltando a intensa produção literária de Emiliano José em plena pandemia. 

Foram três livros, e-book e impresso, sem falar em textos diários publicados via Facebook. 

O cara não se dá trégua. Mesmo quando viaja, escreve. Disciplinado como ele só.


 Orgulhosa do título de "minha editora" dos livros da série #MemóriasJornalismoEmiliano, e de prefaciar o primeiro deles, Balança mas não cai, com foto linda e histórica de Agliberto Lima, sou uma apaixonada por esse garimpo que ele vem fazendo na história do jornalismo baiano. O segundo, Os comunistas estão chegando, também com foto exemplar sobre o período retratado, desta vez de autoria do querido Manoel Porto, além de ser uma delícia de leitura é um reconhecimento a vários protagonistas que fizeram a resistência nas redações baianas, em plena ditadura militar. 


Quem esta semana também resumiu bem a delícia que está sendo revirar essas memórias foi Barretinho, ele próprio protagonista constante dos causos contados. Na sua página do Face ele registrou: 

Li em duas sentadas o livro “Balança mas não cai – Memórias do Jornalismo”, de Emiliano José, Edufba/2021, impresso. Uma delícia, pra mim que vivi junto aqueles anos 74/75, na Tribuna e Jornal da Bahia, dureza de ditadura e censura.
Mas como éramos vibrantes, criativos, briguentos, solidários e saudáveis, sem mimimis !
Memórias, angústias e gozos de um foca, questionamentos, aulas de bom jornalismo, ensinamentos, aprendizados e, sobretudo, fartos gestos de ternura e generosidade. Como não poderia deixar de ser, exercícios de militância, claro.
Isso tudo é Emiliano – irmão amigo -, e está no livro, muito bem dito, bem escrito e bem diagramado...
Gostoso de ler. Muito agradeço pelos pitacos.
zedejesusbarreto
Jan /2022.
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Produção intensa em meio à pandemia


Primeiro, os cães mordendo a noite. Depois, um edifício mambembe. Na sequência, comunistas chegando. Imagens coladas a um escritor. Um ano de pandemia, o segundo já, e muita produção do jornalista Emiliano José, mesmo ano de sua sagração à Academia de Letras da Bahia, a ocupar a Cadeira número 1, cujo antecedente, era o notável historiador Luís Henrique Dias Tavares. Os íntimos dele costumam perguntar onde arruma tempo para escrever livros e colaborar regularmente com vários meios de comunicação, entre os quais “A Tarde”. Responde: “escrever é uma das razões centrais de minha existência”. 2021 foi também de ingresso no território do E-book. Sem desprezo do impresso, de maior intimidade dele, ainda. 

Nas últimas horas, recebeu exemplares impressos da segunda edição do “Balança mas não cai”, editado pela Editora da Universidade Federal da Bahia (Edufba), onde navega pelos primeiros tempos da atividade jornalística dele, cobrindo período de outubro de 1974 a meados de 1975. O leitor saberá da chegada à “Tribuna da Bahia” logo após sair da prisão, foca indeciso, primeiros chefes, os estímulos, a rápida afirmação, convite para o “Jornal da Bahia”. A primeira edição, E-book, pela Amazon, lançada em maio. O trabalho memorialístico sobre jornalismo pelo Facebook - #Memóriasjornalismoemiliano - teve início em maio de 2019. A cada dia, um capítulo, tom novelesco. Não parou um dia. 

Ele revela: "No trajeto, fui agradavelmente surpreendido pela parceria do blog Pilha Pura, dirigido pelas jornalistas Joana D’Arck e Mônica Bichara. Esta torna-se companheira inseparável, sempre a editar as tantas personagens, os tantos parceiros de jornada, no blog, dando tratamento cuidadoso, buscando fotos, tudo tratado com muito carinho. E, depois, editando os dois livros lançados como decorrência da série: Balança mas não cai, prefaciado por ela, e Os comunistas estão chegando”.    

O último, lançado recentemente, só em E-book, abarca segunda metade da década de 70, e fala de curioso episódio: agente infiltrado, de órgão de segurança da ditadura, procurando identificar perigosos comunistas querendo tomar de assalto as redações dos “Jornal da Bahia” e “Tribuna da Bahia”. Pelo menos 18 jornalistas têm sua vida profissional retratada, revelações inéditas e surpreendentes. O prefácio é do presidente da Associação Bahiana de Imprensa, Ernesto Marques. A Editora da Universidade Federal da Bahia (Edufba) cuida, em fase final, da segunda edição, agora impressa.

Se no crepúsculo do ano, a Edufba o presenteou com o “Balança mas não cai”, no alvorecer entregou-lhe a primeira edição de “O cão morde a noite”, autobiografia a cobrir do nascimento em 1946 à saída da prisão em 1974. Nela, o autor “arranca razões da matéria bruta de uma experiência de dor e luta permanentes”, nas palavras do reitor João Carlos Salles, da UFBA, autor do prefácio. Lembra, diz Salles, “a narrativa de um John Dos Passos, em ‘1919’ – febril, entre consciente e inconsciente, ao ritmo dos acontecimentos, como é costumeiro quando nos sentimos colhidos pela história”. A segunda edição surgirá logo nos primeiros meses de 2022, também pela Edufba.

Entre 2018 e 2019, havia lançado primeiro e segundo volumes da biografia de Waldir. Desde 1980, quando lança “Lamarca, o Capitão da Guerrilha”, em parceria com o também jornalista Oldack Miranda, nunca parou. Fez “Carlos Marighella, o inimigo número um da ditadura”, “As asas invisíveis do padre Renzo”, “A última clandestina em Paris”, este parte da série “Galeria F – Lembranças do Mar Cinzento”, em cinco volumes. O livro sobre padre Renzo resultou em filme, roteiro dele, direção de Jorge Felippi. O mesmo ocorreu com “A última clandestina”, direção do mesmo Felippi, roteiro dele. Publicou também três livros sobre jornalismo. 

Sem parar a série sobre jornalismo, está debruçado, em fase final, no sexto volume da série “Galeria F – Lembranças do Mar Cinzento”, onde revelará três personagens contemporâneos – Ana Guedes, Diva Santana e Pedro de Oliveira – e um dos anos 30 do século passado, Zé Camilo, um dos principais líderes do movimento messiânico Pau de Colher, ocorrido em Casa Nova, no Norte da Bahia.



Comentários

  1. Orgulho de nós todos!
    Texto maravilhoso de Mônica. E o editor conseguiu um espaço especial para histórias especiais que Emiliano conta tão bem. Grande escritor e jornalista Emiliano nos traz histórias daqueles anos 70 difíceis mas, ao mesmo tempo, de muitos sonhos e luta. Admirável a sua energia para escrever puxando tudo da memória e dos arquivos deixandoo um trabalho final tal qual uma reportagem quentinha apurada na tarde anterior.
    Esse Pilha está empilhando sucessos! Parabéns, Joaninha!

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    Respostas
    1. Eitcha que agora eu estou com a corda toda, Brown no Pilha é outro orgulho. Valeu, querido, um dos jornalistas mais completos da imprensa baiana. Você tem razão, esses livros de Emiliano são uma grande e deliciosa reportagem, apesar de retratar uma época braba da nossa história

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