#MemóriasJornalismoEmiliano - Tô me achando fazendo parte dessas memórias


(Na AL-BA, entregando diploma de deputado revelação pela imprensa ao então deputado Vandilson Costa. Emiliano José, de paletó escuro, também era deputado e um dos premiados, assim como Luiz Nova)


Como não ficar orgulhosa em ter um pouquinho da trajetória no jornalismo contada por nada menos que o jornalista, escritor, professor e político Emiliano José, um colega de redação dos bons tempos do início da carreira e que entre outras biografias fez a de Waldir Pires... ??????
Esse "mergulho em minha trajetória jornalística, voltado à relação cotidiana com quem compartilhou caminhada comigo", como ele define o projeto #MemóriasJornalismoEmiliano, provavelmente se transformará em mais um livro de Emiliano. Tomara que sim. Afinal, não é todo dia que o jornalista, acostumado a falar sobre os outros, vira personagem. 
Seguem os capítulos publicados por ele na sua página do face, junto com os comentários postados até aqui. Aproveitei para incluir algumas fotos que retratam essa trajetória. Em seguida postarei também os capítulos sobre outras colegas (Isabel Santos, Jaciara Santos, Joana D´Arck.....). 
É só um aperitivo do que vem por aí, pra eu me amostrar até o livro ser publicado (porque nesse dia nós vamos ficar insuportáveis, né comadres? kkkkk Até o nosso comadrio está contado aqui, inspirado pelo texto de Elieser Cesar.

(Waldir Pires dando entrevista, na MINHA mesa no JBa. Detalhe para as laudas)


Emiliano José

10 de setembro 2019
A primeira pauta a gente nunca esquece

Mônica passou no vestibular de Jornalismo na UFBA com Dalton Godinho.
Ex-preso político, passagem pela Ilha Grande no Rio de Janeiro, Dalton fazia parte de uma turma de ex-presos levados a fazer o vestibular para se "legalizar", eu próprio um deles, Oldack Miranda outro.
A profissão exigia diploma, e a gente tinha de alisar os bancos da Escola de Biblioteconomia e Comunicação (EBC).
Mônica Bichara é marcada, abençoada por dois estágios, logo no começo do curso.
O primeiro, para participar de uma pesquisa eleitoral "O Globo-IstoÉ".
Na sucursal de "O Globo", conhece profissionais experientes, famosos - Maria José Quadros, Raimundo Mazzei, a fotógrafa Lúcia Correia Lima.
Nas andanças desse período, teve a chance de conhecer outras estrelas: Pedro Formigli, José Carlos Teixeira, Paolo Marconi.
O segundo, indicada por Marcos Luedy, para estagiar no "Jornal da Bahia", ainda na sede da Barroquinha.
Repito sempre: treino é treino, jogo é jogo.
Ali, tudo começou pra valer.
Deixava o treino pra trás.
Amizades.
Lá, firmou algumas para toda a vida: Jaciara Santos, Carmela Talento, Margarete Lemos, Mara Campos, Linalva Maria de Souza, Cely.
Fui contemporâneo de todas.
Carmela foi minha repórter na Editoria de Política do "Jornal da Bahia", início dos anos 80, já na Djalma Dutra, coabitando a sede da "Tribuna da Bahia".
Uma suave presença
Mara Campos era copidesque quando cheguei ao "Jornal da Bahia", em 1975, e emocionou o foca aqui ao elogiar matéria sobre o "Juliano Moreira", hospital de doentes mentais.
Pra quem é novato, isso não tem preço.
Linalva, além de tudo, foi companheira de tantas pautas no "Em Tempo" e "Invasão", uma relação muito carinhosa, profundamente carinhosa.
Jaciara, presença serena, e muito competente.
Todas, amigas queridas.
Uma emoção especial chegar ao "Jornal da Bahia".
A história de resistência do diário fascinava Mônica.
Pudesse escolher, teria escolhido o "Jornal da Bahia" para iniciar sua caminhada jornalística.
Ganhou na loteria.
Pauta, pauta mesmo, recebe a primeira no "Jornal da Bahia".
Nunca havia entrado numa redação antes quando a primeira pauta desaba em suas mãos.
Pesava como chumbo.
A primeira pauta a gente nunca esquece... #MemóriasJornalismoEmiliano

COMENTÁRIOS

Mônica Bichara: Valeu, querido. Foi bom relembrar, graças à sua provocação, esses momentos da carreira. Entre as amigas/irmãs desde o início de carreira, omiti Isabel Santos sem querer, pq achei q ela estava no A Tarde e não no JBa

Isabel Santos: Nada, amiga/irma. O que importa é que em um determinado momento de nossas trajetórias no Jornalismo, nos encontramos, e, a partir daí, vivenciamos maravilhosos dias de trabalho, amizade, alegrias, tristezas, trocas, parcerias....E estaremos nessa 'vibe' por todo o sempre. Assim eu creio. Parabéns pela sua linda trajetória no Jornalismo baiano, com competência eética. Bjos

Mônica Bichara: Isabel Santos Claro que sim, Bebel, nosso encontro foi de almas. E que felicidade essa amizade ter continuidade entre nossos filhos

Margareth Cunha Lemos: Mônica Bichara que honra!

Mônica Bichara: Margareth Cunha Lemos vc é uma querida, amei te encontrar em Sampa

Jaciara Santos: Vocês não imaginam o quanto essa "pauta" está mexendo comigo. Como diria o "rei", são tantas emoções...

Mônica Bichara: Jaciara Santos tem q falar de Seu Biliu

Jaciara Santos: Mônica Bichara lá vem você com baixaria rs rs rs

Cely Barbosa: Todos muito queridos! Muitas saudades daqueles tempos! Quantas alegrias tb vivemos juntos e juntas, né gente? Uma honra e uma sorte ter convivido desde aquele tempo com essas meninas, amigas queridas desde então, e ter partilhado a faculdade e o início da vida profissional com essa turma de feras “super experientes” quando ainda éramos “inocentes, puras e bestas” além de muito felizes e fervilhantes de curiosidade. Era muito bom! E ainda é muito bom ser amiga de vocês todos! Beijo enorme!!!

Mônica Bichara: Cely Barbosa foi muito bom mesmo, amiga. Tudo era novidade, tanta empolgação....q bom q nossa amizade resistiu bravamente, mesmo à distância

Cely Barbosa: Mônica Bichara sim. Convivemos pouco, mas amigos são aqueles com quem sabemos que podemos contar. E vocês moram no meu coração d sei que é recíproco. 😘

Nane Albuquerque: Que narrativa linda! Adorei!

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(Formatura em jornalismo pela EBC-Facom, com Antônio Dias e Helô)


Emiliano José
11 de setembro de 2019
Suando frio

Tremer, tinha de tremer.
A primeira pauta de Mônica Bichara era a simples assinatura de um convênio no Mobral.
Só que o temido governador ACM era quem assinaria.
Isso não era pouco para quem cumpria sua primeira pauta.
Ainda bem que o velho Anízio Carvalho, notável fotógrafo, respeitado por todos, a acompanharia.
Tremia - e se errasse?
Justo com ele?
Por que aquela pauta veio cair bem no seu colo?
Cobriu a solenidade com impressionante disciplina, anotando tim tim por tim.
Não deixou passar nada.
Perguntas?
Que perguntas que nada...
Medo e tensão.
Chega ao jornal tremendo, coração aos pulos só de pensar em escrever o primeiro texto profissional.
Pior ainda: teve de parir o texto com o veterano Anísio Félix literalmente sentado na mesa ao lado, na mesa, insista-se, provavelmente tragando um Continental sem filtro, só fumava ele, puxando conversa, ela nada de querer, bisbilhotando o que escrevia, primeiro sinal de que se encontrava em um ambiente majoritariamente masculino - e machista, devia acrescentar, mas não o fez.
Suou frio, mas cumpriu a tarefa.
Pulou a fogueira.
Com ACM e tudo.
Elege seus mestres no jornal: Tasso Franco, Chico Vasconcelos, Rêmulo Pastore.
A morte de Isabel Santana, principal inspiradora e dirigente do Movimento Feminino pela Anistia na Bahia, ativa militante a favor dos prisioneiros políticos, que tivera filhos presos, o enterro dela foi a prova de fogo mais decisiva.
Ouviu com profunda atenção as palavras de Renzo Rossi, sacerdote que visitou todas as prisões onde existissem presos políticos Brasil afora, dando a devida dimensão à trajetória de Isabel Santana. Escrevi a biografia dele.
Mônica não apenas ouviu: anotou cada sílaba durante a missa, no Cemitério do Campo Santo.
Não queria deixar que nada lhe escapasse - nenhum nome importante, nenhum lance, nenhuma carta de preso, nenhuma homenagem.
Logo depois, contratada.
O exemplo de vida de Isabel Santana, jamais esquecido.
Agradece o aprendizado de sete anos como repórter de Cidade no "Jornal da Bahia".
Provavelmente por essa experiência jamais ficou desempregada... #MemóriasJornalismoEmiliano

Comentários

Mônica Bichara Afffffff, quanta saudade desse tempo. Obrigada mais uma vez Emiliano por me fazer recordar

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Emiliano José
12 de setembro 2019
Você é explorado, não fique aí parado!

Mônica Bichara leva as mãos aos céus em forma de oração agradece a Deus e baiana aos orixás por nunca ter ficado um único dia desempregada.
O medo do desemprego sempre a acompanhou, confessa.
Por isso, agradece as bençãos de Deus e dos orixás.
Talvez devesse dizer, e silencia: ter sempre um emprego é resultado de sua dedicação, esforço, talento.
Podia dizer, sem ser pretensiosa.
Não, nada de desprezar a ajuda de cima, que em terra de orixás não se duvida da fé, a fé não costuma faiá.
Trabalho, trabalho duro, a marca da trajetória de Mônica.
Os sete anos do "Jornal da Bahia" foram cumpridos lado a lado com assessorias nas secretarias de Administração e Educação do Estado e na bancada do PCdoB na Câmara Municipal.
Ao longo de sua vida profissional, sempre foi a correria de cumprir os dois horários - o do jornal e o das várias assessorias por que passou.
Forma de driblar os baixos salários.
Mesmo quando nasceram as duas filhas, uma em 1987, outra em 1998, essa era a rotina.
Penso na ideologia a cercar a profissão, como não fosse baseada na exploração da força de trabalho, como não fosse estafante, como não fosse superexploração em tantos casos.
Os dois empregos, o corre-corre, ir de uma fonte a outra, checar, o medo de errar, chegar à redação, escrever correndo, seguir para o outro trabalho.
O fato de ser uma atividade inebriante leva a obscurecer o quadro da exploração.
Às vezes, são necessários alguns anos de trabalho até que tal quadro venha à consciência.
Às mulheres, essas enfrentam doses extras de exploração.
Depois de duas jornadas, o trabalho em casa, o cuidar das crianças, isso depois de ter passado a fase da primeira infância, sair correndo da redação porque uma delas adoeceu, cara feia do chefe...
Mole não.
Tá legal, eu aceito o argumento: a profissão é emocionante.
Mas, não se esqueçam de que somos trabalhadores, trabalhadoras.
Força de trabalho explorada como qualquer outra.
Particularmente, as mulheres.
Isso tudo as Mônica, Isabel, Jaciara, Linalva, Celinha, Einar, Norma, Mariluce, Cely, Lúcia, Vera Martins, Rosa, Glória, Joana D'arck, Raquel, Gina, Rosália, Lena, Mara, Ana Maria, Maria José, Mariana, Socorro, Alba, Nice Melo, Margareth, Aurora, tantas outras sentiram na pele.
Enfrentaram a dura vida do trabalho com dignidade e afirmaram-se como profissionais. #MemóriasJornalismoEmiliano

COMENTÁRIOS:

Cely Barbosa: Obrigada, querido!

Mônica Bichara: Eitcha que tô viajando nessas memórias (olha Clara Bichara, Liz Bichara, Tais Bichara, Celia Moruz, Carmela Talento, Joana D'arck, Marina Soares, Jaciara Santos )

Graça Azevedo: Mônica Bichara Sócia, estou orgulhosa de vc!

Mônica Bichara: Pensou que era só Jaci Jaciara Santos que tinha moral? hehehe

Regina Celia Souza: Merecedora e qualifico como pessoa os mais significantes adjetivos . Amei a homenagem !

Iracema Santos: Homenagem merecida e verdadeira. Retrata de com singeleza o profissionalismo e mulher batalhadora que Mônica é.

Mônica Bichara: Assim vcs me deixam emocionada

Joana D'arck: Merece mesmo. Profissional competente e ética, mulher retada! Parabéns, comadre!

Mônica Bichara: Joana D'arck valeu comadre, vc e Sinva fizeram e fazem parte dessa viagem, na classe vip

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(Na editoria de política, coletiva de anúncio da candidatura de Mário Kertész)

Emiliano José
13 de setembro 2019
"E o emprego que arrumei pro seu marido?"

Quem de longe olha: Mônica sempre foi discreta, muito.
Até o sorriso ao surgir.
A afirmação, silenciosa.
É, porque em redação há os barulhentos, os cheguei, fala aos borbotões.
Mônica, o contrário disso.
Me emociona vê-la cercada de tantas amigas, sobretudo amigas.
Sororidade, diria o movimento feminista.
Verdade.
Mas, conquista dela.
A aura dela.
Escrever sobre ela, descobri-la, talvez redescobri-la, tem sido uma experiência singular.
Esse mergulho em minha trajetória jornalística, voltado à relação cotidiana com quem compartilhou caminhada comigo, tem provocado reflexões ricas.
O corre-corre das redações, só quem viveu sabe a loucura, provoca um alheamento, alienação do que ocorre ao redor.
Você nem sempre estabelece relações mais profundas com a colega o colega ao lado vai tocando velozmente a pauta e as amizades que podiam crescer escapam pelos dedos.
Alguns poderão dizer ser um problema meu só meu.
Talvez.
Por isso, por essa reflexão, me emociona muito assistir tanto carinho e amizade em torno de Mônica Bichara.
Certamente, ela olhou para os lados, foi solidária, construiu amizades, fraternidades.
Foi encontrar-se com a política na Tribuna da Bahia - tempo da editora Carmela Talento, e de Joana D'arck, Jânio Lopo, Raul Monteiro, Paulo Bina, Ivan Carvalho.
Encontro com a política no jornalismo.
Sempre foi da política, inclusive do movimento sindical dos jornalistas.
Lembranças.
Jânio Lopo, navegante já do reino dos encantados, foi amigo querido
Meu repórter, sempre bem humorado, cobria a Sunab no tempo que ela tinha importância.
Raul Monteiro, até hoje me honra com sua amizade.
Paulo Bina trabalhou lado a lado comigo quando fui Diretor de Pesquisa da Assembleia Legislativa e cultivamos até hoje sólida, fraterna amizade.
Ivan, presença serena.
Nossas diferenças políticas nunca impediram uma relação fraterna.
Da Tribuna, Mônica recorda de tocaia à noite aguardando fim de uma reunião quase secreta na casa de Luiz Vianna Neto no Garcia só pra saber os integrantes, que repórter não é gente.
De entrevista com a lenda Chico Pinto.
De testemunhar grosserias do governador ACM com os jornalistas.
Ouviu, assistiu, ele reagindo a uma jornalista cuja pergunta o incomodara:
- E o emprego que arrumei pro seu marido?
Nesse dia, sentiu nojo.
Horror.
Como um governador age assim?
ACM, sempre.
Nunca mudou o estilo.
O uso do cachimbo faz a boca torta.
#MemóriasJornalismoEmiliano

COMENTÁRIOS

Mônica Bichara: Nossa, quanta honra ter a trajetória contada assim por quem tem o dom da palavra, por quem foi sempre referência

Margareth Cunha Lemos: Mônica Bichara celeb, hein?

Mônica Bichara: Margareth Cunha Lemos ui, tô me achando hehehe brincadeira, só bondade do autor

Cely Barbosa: Mônica Bichara Carmela Talento

Socorro Araújo: Essa história vem de longe, Emiliano. Dos tempos dos jornaizinhos do movimento estudantil na antiga Escola de Biblioteconomia e Comunicação. Das chapas pro Diretório Acadêmico com Rui César, Pedro Augusto e outros que ainda estão por aqui, muitos ainda na luta, como Lula Nova. Das passeatas contra a ditadura. Dos atos públicos pelas liberdades democráticas. E, por que não, das maravilhosas mostras de som e dos fantásticos forrós de Arquitetura. Mônica tá de novo no Sinjorba, num momento que o nosso e os outros sindicatos precisam ser fortalecidos. Uma honra ser amiga de uma pessoa assim. Mais que isso, uma felicidade encher o peito pra chamar vocês de companheiros.

Emiliano José: Socorro Araújo que beleza de fala, Socorro. Pode me ligar? Beijo

Mônica Bichara: isso, Emiliano, essa aí é um livro cheio de histórias

Mônica Bichara: Ai, Help, assim cai um cisco no meu olho....Verdade amiga, nossas vidas se cruzaram na EBC e nunca mais se afastaram (mesmo quando estamos afastadas). Socorro Araújo é uma que eu amo e não é de graça, é pelo que ela é e transforma em nossas vidas

Lucia Correia Lima: Mulher amiga de mulher é nobreza aliada da serenidade que Mônica tem e divide. Belo texto Emil!

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Emiliano José
14 de setembro 2019
Na decoreba

É, "e o emprego que arrumei pro seu marido", essa pequenez, esse jeito vingativo, mesquinho de ser era característica permanente de ACM.
Qualquer pequena perturbação, qualquer contrariedade em seu caminho, alguma pergunta de jornalista considerada incômoda, e ele saltava com quatro pedras nas mãos.
Era capaz de chutar canelas ousasse o repórter fazer perguntas impertinentes - Fraguinha sabe disso muito bem.
Recebeu chutes no dia da votação, na eleição de 1986, no Bahiano de Tênis.
E era muito vasto o repertório considerado impertinente por ACM.
Mônica vai viver experiências ricas de campanha política.
Acompanhou a de Joaci Góes, candidato a senador em 1990.
O chefe, Rêmulo Pastore.
Reminho - nós o chamávamos assim, não obstante um sujeito grande, alto e forte.
De bem com a vida.
Dono da noite.
Alegre.
Fez dobradinha comigo na minha primeira campanha, eu candidato a estadual, ele a vereador.
Nem eu nem ele nos elegemos.
Foi meu chefe por um tempo no "Jornal da Bahia".
Na campanha de Joaci, Roberto Santos era o candidato a governador.
Das andanças, conta.
Nos comícios, uma coisa intrigava Roberto Santos.
Joaci falava com impressionante desenvoltura o nome de cada uma das lideranças.
E eram três, quatro comícios num mesmo dia.
Que porra é essa? - pensava Roberto.
Pensava, que ele é incapaz de soltar um palavrão.
Como consegue? - indagava-se
Ele se enrolava todo, lembrava de um, esquecia do outro.
E o diabo do Joaci a esbanjar memória.
Até que um dia surpreende um assessor de Joaci entregando-lhe sorrateiramente um papelzinho com os nomes das lideranças.
E depois, ele decorando um a um.
- Ah, então é assim que você consegue, né? - disse Roberto, descobrindo a pólvora.
Deve ter pedido a seus assessores que adotassem o mesmo procedimento a partir dali.
Joaci, no entanto, sou testemunha, tem memória prodigiosa.
Estive com ele em campanhas.
Certamente, utilizava esse ardil numa primeira visita ao município.
Numa segunda, teria tudo na cabeça.
De cor e salteado. #MemóriasJornalismoEmiliano

COMENTÁRIOS

Mônica Bichara: Quem TB foi vítima das grosserias do velho ACM foi Casemiro Neto, tenho até hj cópia de uma carta q escrevi em solidariedade a ele. A patada foi em resposta a uma pergunta sobre boato de q ele estaria financiando a campanha de um famoso esquerdista. "Se eu tivesse dinheiro pra financiar alguém, financiava sua mãe", respondeu no microfone da TV Aratu. Uma resposta que agredia toda a categoria, não só o repórter

Emiliano José: Mônica Bichara São muitos os casos...

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 (Diretoria do Sinjorba com Raimundo Lima presidente)

Emiliano José
15 de setembro 2019
Salva pelos mencheviques...

Andou, Monica.
Menina, assessorou a bancada do PCdoB na Câmara Municipal.
Bancada de responsa: Lídice da Mata, Jane Vasconcelos e Ney Campelo.
Os três, nascidos na luta.
Esteve na equipe chefiada por Raimundo Lima na brilhante campanha de Lídice da Mata para prefeita de Salvador.
Lídice terá um mandato sob cerco permanente, ACM acossando de todos os lados.
Lembro artigo "Salvador sob estado de sítio", escrito por mim, defendendo-a, e à sua administração..
Publicado na "Tribuna da Bahia".
Em matéria de perseguição, o velho coronel era mestre.
Volta à Câmara Municipal em 1993, e chega à chefia da assessoria de imprensa.
Lembrando: sempre dois empregos.
Um só não garantia o pão na mesa
Viveu a rica experiência de trabalhar 11 anos sob a chefia de Linalva Maria de Souza e Diogo Tavares, na Editoria de Economia do "Correio da Bahia".
Às mulheres demoraram, mas chegaram.
Mônica revela a emoção de ter tido a chance de ter trabalhado com duas chefias femininas: Linalva e Carmela.
Sente até hoje a morte de Lina.
Estava na redação, e recebe a notícia.
Dia 10 de outubro de 2007.
Havia dois dias estivera com ela no Hospital Aliança.
Gostava demais dela.
O abalo com a notícia, com a perda, foi imediato: enfarto.
Vinha de movimento estudantil e envolveu-se com a luta sindical.
Participou de três gestões do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia.
E quando pensava estar longe da militância sindical, é convocada agora por Kardé Mourão, e está na nova gestão, presidida por Moacy Neves.
Militância sempre ampliada, participou do Comitê de Defesa da Amazônia e do Comitê Estadual do Fome Zero.
Ironia da história: enfrentou ditadura, encarou ACM, militou sob riscos, e foi viver um dia de terror numa simples cobertura.
Cobrir greve de taxistas.
Prefeito, Mário Kertész.
O "Jornal da Bahia" publicou editorial duro contra a greve.
Mônica saiu para a cobertura sem ler.
Ela, fotógrafo novo, Serginho, e Azambuja, motorista.
A assembléia acontecia num terreno ao lado da Casa do Comércio.
Recebidos com violência, chutes no carro, a porra toda.
Medo, medo, medo.
Levados pro meio da turba.
Taxistas virados no estopô do cabrunco.
Eles, no centro da roda, esperando a votação: deveriam ou não comer o jornal?
Por pouco não foram obrigados a mastigar o "Jornal da Bahia".
Despontou um grupo ponderado, não ficaria bem fazerem aquilo, pegaria mal, deixa a menina e os meninos irem na paz...
Discussão demorada, bolcheviques contra mencheviques, gritaria dos diabos.
Mencheviques venceram.
Saíram de lá protegidos por eles.
O dia de cão terminou.
Mônica não esqueceu.
Vingança: hoje só pega Uber. #MemóriasJornalismoEmiliano

COMENTÁRIOS

Mônica Bichara: Esse caso dos taxistas foi terrível, nunca esqueci mesmo. Tremi igual vara verde, mas encaramos. Outros repórteres TB foram recebidos com terra. Nunca vi uma coisa daquela. E a "guerrilheira" toda feliz q ia cobrir greve kkkk só rindo (agora).
Falar de Lina é uma doce lembrança, de Carmelinha (Carmela Talento) então, nem se fala. Tive muita sorte, Raimundo Lima é outro querido. E militar com ele no Sinjorba, assim como com Alberto Freitas, Kardé Mourão, Joana D'arck....me deram o estímulo para recriar coragem e abraçar esse novo desafio com Moacy Carlos Almeida Neves, Isabel Santos, Jeremias Silva, Rubens Neuton, Regina De Sá, Fernanda Gama, Ari Donato, Nestor, Levi, Elói Corrêa.......

Kardé Mourão: Quantas histórias em Emiliano José.. Viver com Monica momentos de lutas e tantos outros colegas e amigos, camaradas enriqueceram a militância e, sobretudo, minha vida. Lembro-me perfeitamente de um ato público, que não podia ser na rua, no Colégio das Mercês final de 1978/79...na luta pela Anistia, ou outro tema por liberdades...Conheci você ali entusiasmado e tantos camaradas do PCdob, Ana Guedes, Diva Santana, a PM pertinho da gente na Avenida Sete.. e a gente protestava...aquela luta Vencemos!

Emiliano José: Kardé Mourão Você ali devia estar com uns 10, 12 anos. ..

Kardé Mourão: Emiliano José, que nada criatura eu tinha 18 anos kkkkk

Mônica Bichara: Quantas lembranças, né Kardé? Desde a faculdade e por toda a carreira. A mais assustadora foi a da passeata que desceu pelo vale do Canela em direção ao Tororó, quando fomos surpreendidos pela PM, bomba de gás lacrimogênio queimando os olhos, corre-corre à procura do socorro dos moradores. Com Manu Dias tb vivi uma passeata tensa, cobrindo para o JBa, um PM derrubou o colega e pisou no peito dele para tomar a máquina. Tremi, mas resistimos ali convencendo que era trabalho, imprensa. Lembra disso, Manu?

Manu Dias: Mônica Bichara recordar é viver...não pensei q ia viver issso tudo novamente colega...vamos pra frente, vai dar um trabalho retado...

Manu Dias: Vamos sim reconstruir esse país novamente. Nossos netos merecem.

Kardé Mourão: Mônica Bichara querida e Manu Dias.. são muitas lembranças no Comércio então....Era greve geral, um tenente comandando a tropa, Pm's quebraram o equipamento e o braço de Manu.. um cachorro mordeu Socorro, ela trabalhava na TVE, nos abrigamos atras de uma banca de revista e eu dei uma carteirada pra atravessar a rua, "Sou jornalista, do Sindicato, solta me colega".... os cachorros não paravam de babar.. como tive medo.!.. depois fomos para o quartel dos Aflitos...Manu lembra disso, como lembra...

Emiliano José: Kardé Mourão, Manu, herói da resistência, nos últimos dias já andou 200 quilômetros em Santiago de Compostela... Além do que já passou.

Mônica Bichara: Kardé Mourão esse eu não estava
Zora Motta
👍👏✊🏾

Joana D'arck: Adorei a vingança! Foram tempos difíceis. Mas hoje enfrentamos outro tempo ainda pior, com o ódio e a ignorância brotando por todo canto e espaços físicos ou virtuais.

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Emiliano José
19 de setembro 2019
Uma periferia abençoada

As trajetórias de Jaciara, Isabel e Mônica, afora a riqueza das vidas de cada uma, me impressionaram por um aspecto: elas ganharam o mundo vindas da periferia, e de uma mesma periferia.
Fazenda Grande, Capelinha de São Caetano, São Caetano, Alto de Perus compõem, guardadas as singularidades, uma periferia, com unidade cultural, marcas da pobreza, do abandono pelas políticas públicas.
Você anda pelas ruas centrais, mas não conhecerá nada se não olhar para os lados, para as quebradas entra em beco sai em beco ai se chover corre o risco de estapocar-se no chão sorte se de bunda choque macio pior se aparar com o braço corre risco quebrar carece cuidado andar pelas espinhas do peixe porque Salvador assemelha isso nas periferias.
Partiram dali Mônica, Isabel, Jaciara para ganharem o mundo, mundo mundo vasto mundo e nenhuma se chamava Raimunda.
Gozado, deve de ser sina, destino, diabo seja, mas a região tem tempo parece me perseguir.
Lembro de ponto clandestino marcado com Otto Filgueiras na Fazenda Grande em 1970, e a gente sem nem sentir caminhar caminhar conversa animada sobre rumos da Revolução e de repente nos despedirmos no Campo Grande.
Dinheiro curto alegria de andar e conversar.
Subindo pelo Retiro, 1979, dirigindo meu Fusca, Mariluce Moura no banco do carona, pedir ajuda financeira a Renzo, vigário da Capelinha de São Caetano, para ida a Brotas de Macaúbas, primeiros passos de "Lamarca, o Capitão da Guerrilha".
Naquelas quebradas, muita gente militou.
Benjamin Ferreira de Souza é cria da Capelinha.
Preso comigo.
Tibério Canuto morou por ali.
Preso comigo.
Itajaci é do pedaço, notável jogador de futebol.
Preso comigo.
Denilson Vasconcelos e Nemésio Garcia andaram por lá em 1968 com grupo de teatro revolucionário.
Presos comigo
Waldemar Oliveira, Vavá, vereador e o escambau, militante desde sempre, é filho da Fazenda Grande, de papel passado e tudo, casa com escritura lavrada, filhos nascidos ali, povo da Bahia esperando seu livro com as deliciosas histórias eróticas do bairro, vividas de perto por ele, cronista da melhor estirpe, ainda mais se embalado por uma puro malte.
Valdenor, amizade de 1970, foi vereador, também é de lá.
Anete Brito Leal Ivo foi deslocada, era esse o termo, para fazer trabalho político no fim de linha de Capelinha de São Caetano, em 1968, pela Ação Popular, organização revolucionária a que também pertenci.
Depois, foi mandada com o marido Rubem Leal Ivo para a região cacaueira.
Tornou-se respeitada professora da UFBA.
E são inesquecíveis as longas jornadas, conversas sem fim, com Renzo, no pequeno convento onde morava na subida para a Fazenda Grande, indo pelo Retiro.
Deu livro e filme.
Deixou saudade do tamanho do universo.
Vá lá entender por que uma periferia como aquela dá tanta gente assim disposta a mudar o mundo.
Olhando, começo a entender como as comadres Jaciara, Isabel e Mônica ganharam o mundo.
Beberam nas águas daquela fonte...
Amanhã, prometo, Jaciara começa a penetrar de vez no mundo de uma redação, estranho mundo.
#MemóriasJornalismoEmiliano

COMENTÁRIOS

Jaciara Santos: Ainda bem que hoje você pegou leve comigo... Se ligue: meu estoque de lenços de papel está acabando. Agora, falando sério, muito bacana essa sua série, querido. Por que não transforma #MemóriasJornalismoEmiliano em livro? Acho que dá samba, viu? Beijos.

Emiliano José: Jaciara Santos Professor Zeca Peixoto já sugeriu. Topa ajudar ao final?

Jaciara Santos: Emiliano José bora

Emiliano José: Jaciara Santos Ótimo

Jaciara Santos: Minha relação com Mônica Bichara e Isabel Santos é mais uma dívida de gratidão que tenho para com o Jornal da Bahia. Nossa amizade começou na redação da Barroquinha. e se consolidou ao longo do tempo. Trilhamos os mesmos caminhos sem que nos percebêssemos tão próximas. Andamos pelas mesmas ruas estreitas e sem calçamento, passávamos pela feirinha do Largo da Argeral, pegávamos os velhos buzus da ITT, sem imaginar o grande encontro que nos reservava o futuro. Foi o JBa. que propiciou esse reencontro de almas. Digo reencontro, porque não tenho a menor dúvida de que nossa amizade atual é a continuidade do amor fraterno que vivemos em outras de nossas jornadas aqui no planeta. Obrigada a você, Emiliano, por este resgate de memórias.

Emiliano José: Jaciara Santos Confesso alegria e emoção por reencontrá-las. Isabel, tinha mais proximidade. Participou de campanhas minhas. Você e Mônica, menos. Estou em busca do tempo perdido, descobrindo espíritos fortes, mulheres ousadas. Antes, de longe. Agora, de perto. Estranho seja só hoje. Mas ainda bem esteja me aproxegando... Candidato a cumpadre. Se me aceitarem...

Jaciara Santos: Emiliano José vamos avaliar rs rs rs

Emiliano José: Jaciara Santos aguardo, no gargarejo...

Zeca Peixoto: Emiliano José às ordens, mestre!

Graça Azevedo: Emiliano José Essas histórias devem ser contadas.

Mônica Bichara: Pois é, comadre, certamente dividimos o mesmo buzu da ITT e de outras vidas. Morria de medo daquela ladeira antes do largo, nem me lembre. Logo depois nos mudamos de São Caetano e não chegamos a voltar do trabalho juntas no ITT. Mas aí veio o melhor: compramos 2 APs (se é q se pode chamar assim, quitinetes) no "cortiço" (né Mema Iracema Santos?) da Ladeira do Funil, um em cima do outro. Que Zap que nada, pra chamar a outra pra janela era no cabo de vassoura ou na pisada forte kkkkkkk Podemos dizer que moramos juntas, né comadre? Tempo maravilhoso, aquele "cortiço" era o nosso palácio, primeiros imóveis que chamamos de nosso. E olhe que estávamos no primeiro emprego. Valeu Emiliano José por tantas lembranças. O livro tá de pé, vamos cobrar

Jaciara Santos: Mônica Bichara eita, se Iracema Santos entrar aqui, vai rolar baixaria kkkkkkkkk

Mônica Bichara: Jaciara Santos kkkkkkk vai negar que conhece as Sete Portas

Graça Azevedo: As sócias Jaciara e Mônica Bichara têm muito que contar

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Emiliano José
21-09-2019
O comadrio

Vou escrevendo, e ela me leva.
Ela, a escrita.
Tenho convicção: somos conduzidos.
Não conduzimos.
As coisas vão surgindo, o texto sai, e eu vou lendo.
Parece meio fantasmagórico.
Mas, não é.
Coisas da vida de quem escreve.
E se for artes de fantasmas, bem-vindos sejam.
Pensava em compadres e em comadres.
De compadrio, ouvi muito falar.
Para o bem, para o mal, mais para o mal.
De comadrio, nunca.
Surgiu agora, só para o bem.
Isabel, Mônica, Jaciara.
O jornalismo promoveu o encontro.
Nunca mais se apartaram.
Elieser Cesar, grande escritor e amigo, nasceu nas redações para assombrar o mundo com sua ficção, escreveu belo texto sobre elas, o comadrio revelado, bem revelado.
Curioso tenham vivido tempo lado a lado sem se conhecerem na mesma periferia de Salvador: Capelinha, São Caetano, Fazenda Grande.
Andaram tempão tenra juventude por aqueles becos sinuosos ruas estreitas barro poeira quem sabe esbarrando uma nas outras sem estabelecer contato.
Passavam, as três, pela feirinha do Largo da Argeral, pelos mesmos caminhos, pegavam os estropiados ônibus da ITT.
Não sei se as outras duas sentiam o medo de Mônica, quase vertigem, quando o motorista querendo se amostrar pisava no acelerador na descida da ladeira cujo destino era o Largo do Tanque.
"Nem me lembre" - Mônica jamais se livrou da péssima sensação, medo, medo.
Tinham, no entanto, um encontro marcado.
Jaciara recorda ter sido o "Jornal da Bahia" a propiciar esse reencontro de almas.
Acredita, e fé é fé, ter sido um encontro a dar continuidade a um amor fraterno vivido em outros tempos, salve salve.
Por isso, reencontro.
E aí Mônica se derrama em ternura:
- Quando chego ao "Jornal da Bahia", Jaciara de pronto me estende a mão, me dá dicas diárias, pegue o máximo de detalhes para descrever o ambiente, humanize o texto.
De Isabel, a mesma Mônica:
- A primeira vez foi na Cantina da Beré, na Escola de Biblioteconomia e Comunicação, nossa EBC, depois FACOM.
Já militante, dirigente do Diretório Acadêmico, Monica chamara coletiva, e aparece Isabel, de A Tarde.
Sentiu a profissional, o cuidado nos detalhes, perguntas apropriadas, atenção com os estudantes.
Amor à primeira vista.
Pra não largar nunca mais.
Essa amizade, esse comadrio, é mais uma dívida de Jaciara com o "Jornal da Bahia".
Confessa a dívida, convicta.
De Jaciara?
Não, dívida das três.... #MemóriasJornalismoEmiliano

COMENTÁRIOS

Mônica Bichara: Eitcha que esse comadrio vai virar novela. A novela do reencontro de almas jornalísticas. Valeu Emiliano José por mais essa emoção. Falar de Jaciara Santos e Isabel Santos é só motivo de emoção, de alegria, de agradecimento. Com certeza temos uma dívida de gratidão ao Jornal da Bahia por esse encontro, por essa irmandade. Já que não foi no buzu da ITT, tinha que ser de outra forma. Estava escrito nas estrelas

Jaciara Santos: Mônica Bichara coisas que a ciência não explica: uma loira, duas neguinhas... Irmãs gêmeas. É amor demais. Valeu, Elieser Cesar. Valeu, Emiliano José...
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(Livro "Não deixe esta chama se apagar", de João Falcão, relação dos ex-colaboradores)

(Em Sobrainho. Vestindo, literalmente, a camisa do JBa)



(Visita de Dom Avelar Brandão Vilela à antiga invasão das Malvinas, hj Bairro da Paz)

 (Primeiro chefe, Tasso Franco - detalhe para o broche das Diretas Já!)

(Representando a Assessoria de Comunicação da Câmara de Salvador)


 (Outras irmãs queridas que o jornalismo me deu, Luciana Amorim e Ceres Santos - Amoooooo)

 (Entrevistando o ator Jorge Dórea no antigo Hotel da Bahia)

 (Em cachoeira com Ilse, a viúva (tb já faleceu) de Hansen Bahia)

Praça da Revolução, Havana

(Defendendo o diploma, no desfile do 2 de julho, com Bel, Jô, Carmela e Sinval)

(Diretas Já!)

(Cobrindo Carnaval, turbante do amigo Reminho)


(Editoria de Economia do Correio da Bahia, única foto que achei com a querida Linalva)

(Prêmio de jornalismo do TCE)

(Na Câmara entrevistando Antônio Pitanga)

(Outro comadrio, com Jaci, Bel, Arlita e Márcia Matos)

(Prêmio Vladimir Herzog a Aloísio Araújo, Fofão, por João Bacelar, então presidente da Câmara Municipal)

(Lavagem do Bonfim, era de lei o banho de cheiro)

(Na Câmara, foto de Sora Maia)


Com a camisa da Arfoc)

(As comadres e filhas juntas no #EleNão)

(Com o colega fotógrafo Fred Passos)

(Cobrindo reunião de vereadores com o então prefeito Manoel Castro, como assessora de Jane Vasconcelos)

(Com Clara, no plenário da Câmara)

 (Na EBC, em frente à Cantina de Beré, com Luís Sérgio - Nikas - e o saudoso Vicente Sarno)

(Cantina de Beré, com Sônia Vieira, Magel Castilho, Lourdinha e Tânia)

Na assessoria da Câmara, acompanhando vereadores em desabamento de casas na Baixa do Retiro)

(Na coordenação da Assessoria da Câmara, com João Bacelar presidente, explicando aos novos vereadores o que era notícia pelo interesse público)

(Lançamento do Mídia4P no 2 de Julho)

(Voltando à ativa no Sinjorba, graças ao movimento Começar de Novo, liderado por Moacy Neves)


(Homenagem a Anízio Carvalho na Câmara - obrigada, Aladilce, por ter nos proporcionado esse momento)


(Outro momento que agradeço a Aladilce, título de Cidadão de Salvador a Jean Wyllys. Orgulhoooo)

(Fiscais de obras prontas - fábrica da Ford)

(Meu ídolo Luiz Melodia homenageado na Câmara)

Comissão da Verdade na Reitoria da UFBA)





(Manifestação e audiência pública na Câmara em defesa do diploma)


(Formatura, Irecê e Kardé de oradores)

(O primeiro comadrio, batizado de Luciana)

 (Equipe atual da Câmara)


 (Com Benvindo Sequeira e Juca Ferreira)

 (Paixão Barbosa)
 (Dailton Mascarenhas e colegas do Encontro de Assessores de Imprensa em Campo Grande)

(Top de Marketing da ADVB para o programa A Voz da Cidade, da Câmara, com Bacelar e equipe da Leiaute Propaganda)


Comentários

  1. Essa iniciativa de Emiliano tá mexendo muito com a gente! Não deu pra não me emocionar com os momentos de sua trajetória narrados por ele, tão importantes e reveladores da sua personalidade, da mulher guerreira e sensível que você é, da profissional competente e corajosa. Parabéns para os dois! O escritor e a "personagem"
    Só queria acrescentar que além de apresentada sob a ótica de um colega jornalista e escritor que escreveu a biografia de ninguém menos do que Waldir Pires, ele publicou antes antes, em parceria com o também jornalista Oldack de Miranda, o livro "Lamarca: o capitão da guerrilha", sobre Carlos Lamarca, que serviu de roteiro do filme Lamarca de Sérgio Rezende e Marighela, e "Carlos Marighella - o Inimigo Número um da Ditadura Militar".

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  2. Pois é, essa biografia só aumenta nosso orgulho. Valeu Emiliano

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  3. Parabéns, Mônica, por esta bela trajetória. Parabéns a Emiliano pela iniciativa.

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  4. Que bom te ver aqui, Formosinho, brigadão querido

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  5. Quero parabenizar Emiliano pela iniciativa. Grande homenagem. Mônica merece...Eu tb me emocionei, principalmente porque ainda Dente de Leite acompanhei muita coisa de perto. E falar de Linalva e Reminho realmente me deixou com os olhos cheios de lágrimas

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  6. De quem é o último comentário? Não se identificou. Mas obrigada pelas palavras.

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  7. Que linda trajetória! Parabéns Monica pela garra e determinação, parabéns Emiliano por escrever tão bem! Tô amando a leitura, seu estilo me encanta! Parabéns! Gratidão e orgulho!

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  8. Valeu Andréa, imagine a emoção em virar personagem. Ainda mais pelo talentoso Emiliano José. Muita responsa

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  9. Que linda história dessa querida gata. Emiliano iniciou um belo momento no Jornalismo baiano, valorizando a trajetória das mulheres. Mônica, com sua garra, ética, despreendimento, solidariedade... é um exemplo para a categoria. Bjos

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  10. Obrigada Bebel, seus capítulos também foram sensacionais. Só temos a agradecer a Emiliano José por nos traduzir tão lindamente e resgatar essa fase do jornalismo baiano

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