(Foto: gráfico animado de Pedro Miguel Cruz sobre corrupção, do site http://apodrecetuga.blogspot.com.br) Reproduzido do blog Evidentemente : Desde menino pobre do interior baiano, ele já apelava na luta pela sobrevivência para pequenos expedientes que poderiam ser classificados de corruptos, ou pelo menos demonstrativos duma certa tendência à corrupção, uma instituição bem entranhada no caráter brasileiro – quiçá no caráter humano. Ele contava, por exemplo, que de quando em quando ganhava umas moedas de outros meninos mais endinheirados em troca de levantar a saia de determinadas garotas (já na trilha da tradição brasileira, ele seria o corrupto, o “criminoso”, enquanto os corruptores apenas perdoáveis rapazes da elite local, traquinagens da juventude). Mais crescidinho veio para a capital, a perseguir seu ideal de “enricar”, fosse como fosse, não importa. Estudar? Só o mínimo possível, olhe se ele ia perder tempo com escola. Uma vez, já adulto, ele me dis...