Uma eu conheci numa redação de jornal de Salvador, recém-saída de uma faculdade de jornalismo. Tinha 19 anos. A outra, num ônibus da São Luiz, eu indo pra Canudos e ela pra zona rural de Euclides da Cunha, onde vive a família. Tinha 16 anos. Na época, o que nos aproximou naquele ônibus que quebrava o tempo todo foi o artesanato que ela fazia com coisas que achava na natureza. Ainda tenho um brinco com sementes de açaí e abóbora. Amo! Muitos anos depois, encontro as duas, que nunca tinham se visto, mas já viraram melhores companheiras, numa feira, ou festa, literária da minha terra. Melissa, a Mel do Cumbe, com seus alunos de Teatro apresentando um espetáculo baseado em Macabéa, Flor de Mulungu, que emocionou a autora do livro, que estava no evento. Midiã Noelle fazendo uma palestra sobre seu livro Comunicação Antirracista. (Pausa pra contar que a palestra foi interrompida por um grupo de trazia Conceição Evaristo pra ver uma exposição de fotos no auditório. Conceição...
O blog onde cabe até o que não cabe na imprensa