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Lei seca na eleição (é pra valer?)




Jadson Oliveira



De La Paz (Bolívia) – Fiz a pergunta a muita gente: é pra valer mesmo? Porque em minha terra, “Salvador de Bahia, Brasil”, não é. Na nossa Bahia, a querida, calorenta, permissiva, bagunçada Salvador, sabemos que a lei seca no dia de eleição é piada.

Aqui, ao contrário, me garantem, é lei seca de verdade. E com um sério agravante: começa (já começou, estou escrevendo ao meio-dia da sexta-feira, dia 4) a zero hora da sexta e se prolonga até 12 horas depois do encerramento da votação, às 18 horas de domingo. Pouco mais de três dias, mais de 72 horas!!! Pode ser!? (Pelo sim, pelo não, ontem à noite fiz uma farrinha preparando-me para agüentar heroicamente os três dias).

Prometo que vou checar criteriosamente. Mas, pelo menos em dois locais onde costumo tomar umas, os “meseros” me garantiram que a lei será cumprida, para evitar pagamento de multas.

Confesso que ainda tenho minhas dúvidas, certamente influenciado pela realidade baiana. Um empregado do hotel comentou comigo que, bem... você sabe... pelo centro não se vende bebida alcoólica mesmo não, mas ”afuera”, nos bairros, nos arrebaldes, sempre se consegue, porém com as portas fechadas. “Bem, já é alguma coisa”, pensei.

Por falar nisso, uma amiga nossa (minha e do Pilha) conta um ocorrido engraçado quando ela trabalhava na Justiça Eleitoral, aí na Bahia. Num dia de eleição, ela ia saindo de um dos locais de votação pra entrar no carro da Justiça, parado na porta da seção eleitoral (geralmente uma escola), e teve que pedir licença a um grupo de bebedores. Em plena vigência da “lei seca” (aspas em homenagem à Bahia), eles simplesmente estavam usando o carro da Justiça Eleitoral como “mesa” para os copos de cerveja.

Pode ser Guilherme? Não pode não, Fernando! (Quem se lembra do programa de Fernando José, aquele do “mata a cobra e mostra o pau”?).

Comentários

  1. E aí, Jadson? Essa lei seca tá valendo mesmo aí na Bolívia? Por falar nisso, lembra do meu post, em julho passado, sobre uma lei estadual de uma deputada evangélica aqui na Bahia, que instituiu o dia 5 de setembro como o Dia sem álcoo? Pois é, esse já nasceu morto, porque ninguém lembrou e a bebida correu solta heheheh... ainda bem.

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  2. aí, Jadson? Essa lei seca tá valendo mesmo aí na Bolívia? Por falar nisso, lembra do meu post, em julho passado, sobre uma lei estadual de uma deputada evangélica aqui na Bahia, que instituiu o dia 5 de setembro como o Dia sem álcoo? Pois é, esse já nasceu morto, porque ninguém lembrou e a bebida correu solta heheheh... ainda bem.

    6 de Dezembro de 2009 11:17

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  3. Pelo que pude perceber, mais ou menos, "marron", como diria "minha rapariga". De fato, não ia beber mesmo nos três dias de lei seca (com aspas ou sem aspas?), estava concentrado nas eleições. Mas, na sexta-feira, tomei um singani ao almoçar. O garçon me disse, naquele jeito cúmplice, que "um pouco assim, para os clientes, não tem problema". No sábado, em outro restaurante, de "cocina brasileña", não ia beber, mas perguntei, e a garçonete (na verdade, a cozinheira, brasileira, carioca, já minha amiga, Maria da Penha, Deta conheceu) me disse mais ou menos a mesma coisa.
    Conclusão: "marron".
    Por falar nisso, companheira(s) e companheiros do Pilha, hoje é dia de tomar umas, já fico assim meio eufórico, faz de conta que estou em mais um feriadão baiano. Haja feriado!

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