Pois é, só conheço o velho companheiro Sinval, lá no bar do nosso Bahia (eu também dava umas bicadinhas). Topei aqui em Buenos Aires com a "ginebra" (pronuncia-se "rinebra"). Taí na foto, no La Niña de Oro, um de meus pontos prediletos no meu bairro, Palermo (ao lado de meus óculos, aqueles ex-escuros, de tão velho, clareou, e do garçon Willy). Cor amarelada, sabor parecido com o da nossa genebra, dizem que é feita de milho. A marca mais conhecida é Bols, segundo consta no rótulo, fabricada desde 1575. É uma bebida popular por aqui. Os portenhos a bebem (usam o verbo "chupar" no lugar de beber, tomar) com gelo, ou com soda, ou com coca-cola. O pessoal do El Rápido, meu barzito predileto, disse que a "ginebra" só perde na preferência de sua clientela para o vinho e a cerveja. Empata com um tal de "fernet", de cor e gosto parecidos com nossa jurubeba.
Fortes cores primárias, batuques de Maracatu e o vício frenético do frevo são os ingredientes básicos que dão o tom do Carnaval do Recife-Olinda. O carnaval mais democrático do mundo é um desses espetáculos que as palavras não conseguem fazer jus a obra. No Recife palcos espalhados pelos quatro cantos da cidade, principalmente no Ricifi Antígo (pronunciado assim) levou esse ano para todos os foliões artistas como Lenine, Alceu Valença, Seu Jorge, Roberta Sá, Lula Santos, Geraldo Azevedo, Nação Zumbi, Orquestra de Frevo do Recife, Elba Ramalho, Naná Vasconcelos, Reginaldo Rossi, Jussara Silveira, Beth Carvalho, Pedro Luís e a Parede, Pitty entre tantos outros. Em Olinda, animados blocos (sem corda) saem pelas suas ladeiras levando frevo, marchinhas, samba, batuque e muito mais. As fantasias são um espetáculo a parte, lá se vê de tudo, de super-heróis a personagens criados pelo facebook, tinha gente fantasiado até de privada (isso mesmo, um sanitário humano em pleno carnaval...kkk). Sem...

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