#MemóriasJornalismoEmiliano - Joca: A partida do bravo Pena de Aço
Nesse capítulo o escritor e jornalista Emiliano José fez uma pausa em suas memórias para homenagear um ícone do jornalismo baiano, uma lenda: João Carlos Teixeira Gomes, Joca, o Pena de Aço, braço direito de João Falcão, dono do Jornal da Bahia, na memorável campanha "Não deixe essa chama se apagar", de enfrentamento à perseguição do "Malvadeza" ACM.
O autor de "Memórias das Trevas - Uma devassa na vida de Antonio Carlos Magalhães" foi perseguido como poucos. Mas não se dobrava. O conheci no Jornal da Bahia, onde iniciei estagiando. Era um mito, mas não como esses "mitos" mequetrefes da política atual. Respeitado pela bravura e pelo talento para a escrita.
Apaixonado pelo Esporte Clube Bahia, partiu no dia 19 de junho, como diz Emiliano José, para o "reino dos encantados".
(Vejam nos comentários da postagem de Emiliano José no Face, também transcritos aqui, link para outra merecida e comovente homenagem a Joca, desta vez do também jornalista e amigo Nestor Mendes Júnior)
(Vejam nos comentários da postagem de Emiliano José no Face, também transcritos aqui, link para outra merecida e comovente homenagem a Joca, desta vez do também jornalista e amigo Nestor Mendes Júnior)
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Emiliano José
19
de junho 2020
A partida de um
bravo
Hoje,
lembrar de um bravo.
Poderia
dizer de um intelectual.
Um
escritor.
Poeta.
Jornalista.
Tudo
isso.
Prefiro
falar um bravo.
Durante
longo tempo, um Quixote.
A
terçar lanças contra o Senhor da Maldade.
Eu
o conheci no "Jornal da Bahia", chegante, 1975, recém-saído da
prisão.
Um
vulcão.
Só
o via de longe.
Mito
- verdadeiro.
Aparecia
pra nós assim.
Enfrentar
ACM de peito aberto requeria coragem.
Ele
a tinha.
De
sobra.
ACM,
o déspota, o soba de então, ele gostava de se referir dessa maneira ao
governador biônico, ACM queria destruir o jornal, e processou Joca.
Tentou
enquadrá-lo na Lei de Segurança Nacional.
Os
juízes militares o absolveram.
A
ditadura achou exagerada a pretensão.
ACM,
mais real que o rei.
Pena
de Aço.
Ficou
conhecido assim.
Era
apaixonado pelo gênio de Glauber, escreveu livro sobre ele.
Também
sobre Gregório de Matos.
Gostava
de malditos, iconoclastas.
Foi
da Geração Mapa, que marcou os anos 1960, tinha ali companhias tão densas e
poéticas como ele, lembro duas, Fernando Peres e Florisvaldo Matos.
Fez
"Memória das Trevas", onde relata a luta contra o dragão da maldade.
Lembro,
ali pelos anos 2000, a imensa dificuldade de encontrar um lugar para lançar seu
trabalho sobre o tempo das trevas.
ACM
ainda assustava.
Promovi
um lançamento na Facom, na sala onde dava aula.
Merece
ser lembrado.
Dele,
podem ser recolhidas muitas lições.
Como
jornalista, deixa um legado a ser olhado com atenção e carinho pelas novas
gerações.
Nós,
seus contemporâneos, se recordamos com ênfase sua condição de jornalista,
gostamos de enfatizar nesse exercício, sua bravura, seu espírito indômito, sua
coragem, qualidades imprescindíveis ao jornalismo exercido sob as tiranias.
ACM
nunca escondeu sua vocação tirânica.
Deparou,
no seu afã de perseguir a imprensa, com Joca, o indomável.
De
um bravo como ele, João Carlos Teixeira Gomes, jamais esqueceremos.
Partiu
para o reino dos encantados.
Semeou
bravura e poesia.
Eterno.
#MemóriasJornalismoEmiliano
COMENTÁRIOS
Luiz Brasileiro
Brasileiro:
Que dia triste hoje.
Vera Barbosa: Bravo!!!
Fred Matos: Grande. Grande
Joca. Que repouse em paz.
Lúcia Rodrigues: Meus sentimentos
Raquel Nery: Singela
homenagem da Apub ao Pena de Aço.
"João Carlos
Oliveira Teixeira Fonseca Gomes Joca na imprensa, na luta contra a a ditadura e
pela democracia você tem papel indelével. O jornalismo contou com sua
"pena de aço" para escrever sobre mundo e para que a chama da
liberdade não apagasse. Você próprio sempre uma chama que agora passa brilhar
história. Sua presença há cerca de 40 anos como filiado da Apub nunca será
esquecida. Dos seus colegas da Apub APUB SINDICATO"
Emiliano José: Raquel Nery
Muito bom
Jôh Castro Lima
Castro Lima:
#jocapresente
Antonio Lins: VIVA
JOCA!!!!!!!!
Mônica Bichara: Perguntei por
ele outro dia aqui nesse seu espaço. Triste
Mônica Bichara: https://www.radiometropole.com.br/artigos/7,a-morte-se-poe-de-luto-pena-de-aco-enquanto-vestes-azul-vermelho-e-branco
https://www.metro1.com.br/.../7,a-morte-se-poe-de-luto...
A
morte se põe de luto, 'Pena de Aço', enquanto vestes azul, vermelho e branco -
Metro 1
METRO1.COM.BR
A
morte se põe de luto, 'Pena de Aço', enquanto vestes azul, vermelho e…
A
morte se põe de luto, 'Pena de Aço', enquanto vestes azul, vermelho e branco -
Metro 1
Mônica Bichara: Homenagem do
colega Nestor Mendes Júnior a Joca
Emiliano José: Mônica Bichara
Belíssima, comovente
Jaime Cunha: Por muito tempo,
foi tudo isso, até tornar-se direitista apoiador de Temer e bolsonaro.
Emiliano José: Jaime Cunha Em
respeito à sua trajetória, não toquei nisso.
Jorginho Ramos: Emiliano José
... Joca eu creio nunca foi militante de esquerda. Em 1964 ele opôs-se ao golpe
e à censura (há relatos...) por fé na Democracia e nas liberdades. Acredito que
tenha sido um liberal progressista, contra todas as formas de opressão. A
circunstância da perseguição sofrida por ACM o encontrou naquele momento
histórico como o que que era: um ferrenho defensor da liberdade de expressão e
contra a tirania. Dessa postura ele jamais arredou pé.
Jorginho Ramos: José Augusto,
Manoel Passos, Antonio Moraes Ribeiro, Luiz Claudio Dias Do Nascimento
Manoel Passos: Ele foi um
jornalista polêmico, numa fase áurea, combativo, e noutra, acomodado, apoiador
de Temer.
Antonio Moraes
Ribeiro:
Eu.me lembro muito da luta dele do extinto Jornal da Bahia. Tive oportunidade
conhecer pessoalmente este grande jornalista
Leandro Fortes: Não sabia que Joca
tinha morrido. Muito triste
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(Fotos: Agliberto Lima - Joca no Jornal da Bahia, em 1977, quando enfrentava a perseguição de ACM)Foto: Agliberto Lima - 1977)
(Livro de Joca sobre as malvadezas de ACM, o original)
(Com o cineasta e grande amigo Glauber Rocha_
( Lançamento do livro A Brava Travessia, em 2016 na Livraria Cultura do Salvador Shopping)
(No Senadinho do Shopping Barra com a jornalista e amiga Olívia Soares)
(Com o jornalista Luiz Guilherme Tavares, diretor da ABI)














Oi Mônica.
ResponderExcluirEscrevi e um texto sobre JOCA e coloquei em meu blog. Se quiser lê-lo aqui está o link:
https://blogdeluizbrasileiro.blogspot.com/2020/06/bahia-perdeu-um-de-seus-herois-eu-e.html
Massa, vou ler sim. Obrigada por avisar.
ExcluirBravo e inesquecível, Joca, saudade eterna!
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