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7º Festival Radioca é o melhor programa deste final de semana em Salvador

Com 10 shows em dois dias, evento reafirma seu lema: “A música que você ainda vai ouvir”

O 7º Festival Radioca acontece nos dias 16 e 17 de dezembro, na Fábrica Cultural, em Salvador. Ingressos à venda pela Ingressolive.  

Quanto:

3º LOTE:

1 dia (sábado ou domingo): R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia)

Passaporte para os dois dias: R$ 200 (inteira) e R$ 100 (meia)

Vendas: Ingressolive (www.ingressolive.com/7festivalradioca)

Classificação indicativa: 18 anos

Site: https://festival.radioca.com.br

Acesse todos os canais do Radioca: https://linktr.ee/radioca

Programação por ordem de apresentação:

🥁 Sábado: Outras Vozes (BA) + Dr. Drumah (BA) + Juliana Linhares (RN) + Mahmundi (RJ) + Pato Fu (MG)


🥁 Domingo: Aguidavi do Jêje (BA) + Luneta Mágica (AM) + Mãeana (RJ) + Mestre Ambrósio (PE) + Chico César (PB) com participações de Mestre Damasceno (PA) e Vanessa Melo (BA)


Nos dias 16 e 17 de dezembro, Salvador recebe a 7ª edição do Festival Radioca, que mergulha com tudo na música brasileira ao valorizar sua diversidade, misturar diferentes estilos e incentivar o público a se deparar com o novo. Serão 10 shows, cinco a cada dia, na Fábrica Cultural, no bairro da Ribeira, com programação iniciada às 14h30. A proposta é de que o público possa acolher toda a grade montada pela curadoria, que coloca a produção musical contemporânea do país como protagonista de um evento dependente de música. 

No sábado, o lineup apresenta Pato Fu (MG), Mahmundi (RJ), Juliana Linhares (RN), Dr. Drumah (BA) e Outras Vozes (BA). No domingo, será a vez de Chico César (PB), Mestre Ambrósio (PE), Mãeana (RJ), Luneta Mágica (AM) e Aguidavi do Jêje (BA). Devassa, patrocinadora do evento, também promove o “Momento Tudo Nosso Devassa”, ação de intercâmbio de artistas negros do Norte e do Nordeste nos festivais de música do Brasil. No Festival Radioca, o repentista e carimbozeiro paraense Mestre Damasceno e a cantora e instrumentista baiana Vanessa Melo farão participação especial no show de Chico César.

“A curadoria encara o desafio de trazer artistas que nunca vêm aqui, ou shows inéditos, e equilibrar isso com a diversidade de gêneros, de lugares, música instrumental, além de garantir presença de artistas novos e veteranos. É esse equilíbrio de vários elementos que dá a cara do que é o Radioca”, resume o jornalista Luciano Matos, que assina a curadoria junto com a produtora cultural Carol Morena e os músicos Roberto Barreto e Ronei Jorge. 

Carol Morena reafirma: “A identidade visual do festival este ano retoma um pouco a da nossa primeira edição, com a própria música sendo o mote da criação. Essa escolha reflete nosso esforço de afirmar que somos um festival de música, está na música nosso maior interesse, está no palco nosso maior cuidado. Queremos principalmente que o público vá para conhecer shows que não conhece. Parece óbvio dizer isso, mas, num tempo em que muitas vezes a música passou a ser adereço e o marketing dita as tendências da arte, fincar esse pé é importante e nosso papel”. 

Com seis edições já realizadas desde 2015, o Festival Radioca busca apresentar artistas e acontecimentos musicais relevantes, enquanto escapa de obviedades e antecipa tendências, consolidando o lema de “A música que você ainda vai ouvir”. Figurado entre os principais eventos musicais do país, o Radioca já levou a seus palcos 65 shows de artistas de 14 estados de todas as regiões do Brasil, sem nunca repetir suas atrações.

“Criar essa oportunidade é algo que a gente faz questão de cumprir. Dr. Drumah, apesar de baiano, nunca fez o show do seu novo disco em Salvador, Juliana Linhares também não trouxe a turnê de seu elogiado álbum de estreia, a banda Luneta Mágica nunca veio à Bahia. Achamos importante contribuir para o cenário musical, que às vezes fica muito repetitivo, caindo na mesmice. Isso é bom para o público da cidade e, nacionalmente, somos um dos poucos festivais com essa preocupação de não repetir atrações, de tentar apresentar o que há de mais relevante na nova música, sem cair nas armadilhas do mercado que está pouco interessado em música de fato”, afirma Luciano Matos. 

O 7º Festival Radioca tem produção da Tropicasa Produções e patrocínio de Devassa e do Governo do Estado da Bahia, através do Fazcultura, Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda.


Dois aniversários de 30 anos estão no lineup: a banda mineira Pato Fu, uma das mais criativas do cenário pop brasileiro, celebrando as três décadas ininterruptas de estrada, e a pernambucana Mestre Ambrósio, uma das mais importantes do movimento Manguebeat, que há quase 20 anos não se reunia nos palcos e se reencontra para festejar este marco. Shows especiais que estão circulando pelo Brasil com todo o merecido reconhecimento.


Outro veterano que apresenta show inédito em Salvador será o paraibano Chico César, na turnê de seu mais recente álbum, “Vestido de Amor”: um artista de tradição e vanguarda, em constante movimento. Deste modo, o Festival Radioca cumpre uma das premissas de todas suas edições e mostra como a nova música brasileira é consequência de quem abriu portas antes, apresentando gente de referência que segue produzindo inventivamente e influenciando novas gerações. 

Chico ainda abrirá espaço para o “Momento Tudo Nosso Devassa”, recebendo participações do botador de boi, repentista e cantador de carimbó paraense Mestre Damasceno e da cantora e instrumentista baiana Vanessa Melo, escolhidos através desta plataforma que busca impulsionar a carreira de artistas negros.


Três mulheres em carreiras solos cheias de personalidade marcam presença: a carioca Mahmundi, desejo antigo do Festival Radioca, vem pela primeira vez a Salvador com seu pop contemporâneo no show de seu quarto álbum, “Amor Fati”; a potiguar Juliana Linhares, que trafega pela música brasileira contemporânea dialogando com elementos da música tradicional nordestina na turnê de seu primeiro disco, “Nordeste Ficção”, apresentado pela primeira vez na cidade; e a também carioca Mãeana, com sua estética singular em repertório de músicas que fazem parte da sua história até aqui.


Vem do Amazonas o rock psicodélico da banda Luneta Mágica, atração inédita na cidade. O grupo chega com o seu mais recente álbum, “No Paiz das Amazonas”, que traz os dilemas existentes entre a metrópole manauara e a maior floresta tropical do mundo e que teve repercussão internacional.


A Bahia é representada por três shows bastante distintos e de evidente beleza. Além de sempre garantir a presença de nomes da potente cena musical baiana, o Radioca também reserva lugar, todos os anos, para a música instrumental, desta vez representada por Dr. Drumah, alcunha usada enquanto produtor de beats pelo baterista baiano Jorge Dubman, conhecido como integrante da IFÁ e outras tantas bandas e projetos. 

Criado pelo percussionista Luizinho do Jêje, o Aguidavi do Jêje vai chegar com seu primeiro disco recém-saído do forno, mostrando seu som afro-percussivo referendado nos toques de candomblé da nação Jeje-Mahin. E se o Festival Radioca é comprometido em apresentar o novo para o seu público, o coletivo Outras Vozes surgiu em 2023 como uma atração ideal: um bando de 11 artistas que, juntos no palco, passeiam pelo repertório autoral de cada um.



ACESSIBILIDADE 

Realizar festivais em 2023 exige atitudes efetivas de promoção de acessibilidade e inclusão, de impacto social, de acolhimento a infâncias e famílias, de sustentabilidade. E se o Festival Radioca é pautado pela diversidade da música brasileira, fazendo uma programação de mistura de gêneros, gerações, origens e tribos, o desejo de ajuntamento também se manifesta com a plateia. O evento garante variadas medidas de acessibilidade para pessoas com deficiência. Pessoas surdas poderão aproveitar desta programação com a interpretação em Libras de todos os shows e presença de tradutores para assistência pelos ambientes do evento. Pessoas com deficiências visuais terão, no bar e lanchonetes, cardápios com versões impressas aumentadas e versões audiodescritas via QR code. Audiodescrição também estará disponível em pontos estratégicos do local. A área da Fábrica Cultural é plana, com rampas de acesso e banheiro acessível para pessoas cadeirantes ou com dificuldade de locomoção. Na frente do palco, há área reservada para os que desejarem; no fundo, estará montado um mirante. O Festival Radioca ainda vai realizar uma visita guiada para PCDs – e quem mais quiser – no início de cada dia do evento, para ambientação e orientação. 

INCLUSÃO

Num país ainda marcado por severas desigualdades, o Festival Radioca considera as exclusões estruturais e reserva 250 ingressos gratuitos por dia para inclusão de grupos sociais minorizados: a própria comunidade PCD, credenciada através do Saídas Culturais Acessíveis, grupo que mobiliza esta população para difundir informações sobre eventos aptos a recebê-la; e pessoas trans, que poderão retirar cortesias através da mesma plataforma de venda de ingressos. Também estão contempladas pessoas residentes do território da Cidade Baixa, além de participantes do projeto de formação “Ponte para a Comunidade”, que celebra a parceria da Casa da Ponte com oito organizações afro de Salvador: a Banda Didá, os blocos Cortejo Afro, Ilê Aiyê, Malê Debalê e Olodum, o Afoxé Filhos de Gandhy, o Grupo Étnico Cultural e a Associação Pracatum. Para completar, Devassa faz sorteio de ingressos através da plataforma “Tudo Nosso” (www.devassa.com.br/tudonosso), para pessoas pretas, pardas ou indígenas.

HIDRATAÇÃO

Para hidratar o público em uma programação que também é diurna, o Festival Radioca vai instalar bebedouros de água de uso gratuito. Quem quiser já entrar com sua água, poderá fazê-lo com garrafas e copos plásticos devidamente lacrados. Justamente reagindo ao aquecimento global cada vez mais evidente, o Radioca se compromete em ser um evento sustentável, no intuito de minimizar seu impacto no meio ambiente e se unir contra os avanços da mudança climática. O público também é responsável por colaborar neste movimento: as lixeiras estarão separadas por tipo de resíduo.

O ESPAÇO – Pelo segundo ano, o Festival Radioca se instala na Fábrica Cultural, espaço multicultural no bairro da Ribeira, na Península de Itapagipe, no local da antiga Fábrica de Linhos Nossa Senhora de Fátima. Ali cercada por belos cenários de Salvador, com intensa movimentação de pessoas em praias, calçadão, marina, embarcações, bares, restaurantes, além de sua famosa sorveteria, a área tem 7.000 m² e foi cedida pelo Governo da Bahia para a organização social presidida por Margareth Menezes. Personalizando o acolhimento ao público de 3 mil pessoas por dia, além de toda a estrutura para os shows, serão montadas uma feira de moda, arte, impressos e discos – numa parceria com a Bazá Rozê, a Rede Iaô de Economia Criativa e a Feira do Vinil – e a Lojinha do Radioca, com produtos do festival e dos artistas da programação. Na praça de alimentação, opções vegetarianas e veganas estarão disponíveis. Bares e espaços de convívio completam o ambiente.

ENCONTRO DE FESTIVAIS DE MÚSICA DA BAHIA 

Antes da programação musical, o Festival Radioca promove o “Encontro de Festivais de Música da Bahia”, na manhã do dia 16, a partir das 9h, na Casa Rosa, no Rio Vermelho. O público fica convidado para o debate que provocará reflexões em torno da questão: como e em que rumos seguiremos produzindo festivais diante dos novos moldes do mercado da música? Mediado pela produtora cultural e curadora Ana Morena e por Vince de Mira, diretor da Associação de Festivais Independentes (Abrafin), o encontro vai reunir representantes de diversos eventos baianos, com tamanhos variados e com um fundamento em comum: o teor independente, desvinculado de grandes corporações e do mercado mainstream. A ideia é discutir a importância e o papel destes festivais para o ecossistema musical e para a economia do estado. Na pauta, estarão as políticas públicas dos poderes municipais, estaduais e federais, incluindo a ausência de políticas específicas; a relação com marcas, empresas e patrocinadores; a colaboração mútua; a contribuição para a cena musical baiana; além da relação com o calendário de festas e eventos programados e produzidos pelo poder público. A proposta é também contribuir para consolidar o papel da Abrafin, bem como provocar a criação de circuitos que facilitem a circulação de artistas do estado e de fora. 

 



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