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Jaciara Santos: Ainda sobre o "estupro culposo"

Nossa indignação diante deste caso do "estupro culposo" é tamanha que fica difícil até falar ou escrever sobre ele. Tentei, tentei, mas nada chegava perto da revolta que eu queria expressar. Confesso que não fui capaz. Impossível não pensar que poderia ser uma filha, uma sobrinha, uma afilhada, uma amiga, uma neta...O deboche dos machos escrotos doeu na alma. A vontade de estar lá e gritar por justiça permanece.  Ainda bem que tenho como irmã/comadre/colega/amiga a autora de um dos textos mais sensíveis que li, reli mil vezes, sobre essa aberração. Transcrevo aqui porque acho que esse desabafo, um verdadeiro manifesto, precisa ser compartilhado e, quem sabe, fazer chegar aos covardes que se escondem atrás de cargos imponentes de defensores. Defensores de quem? Da perpetuação do machismo? Só se for. Esse texto de Jaciara Santos é um grito de dor, mas não só dela, de todas nós que não suportamos mais nos calar.  #EstuproCulposoNãoExiste #JustiçaPorMarianaFerrer ****************...

#MemóriasJornalismoEmiliano – Quintino de Carvalho, o mestre da Escolinha da Tribuna

(Foto do arquivo de Albino Castro, postada no grupo Velha Tribuna da Bahia, no Facebook) Exatamente há um ano, a ABI promovia sessão em comemoração aos 50 anos da Tribuna da Bahia. E um personagem roubava a cena em todos os pronunciamentos, todas as memórias: Quintino de Carvalho. Fundador do jornal ao lado de Elmano Castro, em 1969, Quintino foi o mestre da famosa “Escolinha da Tribuna”, que de junho de 1968 a janeiro de 1969 formou, literalmente, jovens aspirantes a jornalistas. Ele não queria saber dos chamados “putas véias” do jornalismo, com “vícios” de redações anteriores. Afinal, a Tribuna nascia com a meta de ser diferente, de fugir ao padrão carrancudo e conservador dos concorrentes. Entre os oradores do evento, idealizado pelo diretor de Patrimônio Luís Guilherme Pontes Tavares, estavam o presidente da ABI e da Tribuna, Walter Pinheiro, o autor dessas memórias, Emiliano José, mais Sérgio Gomes, Roberto Pessoa, Antonio Mattos, Tasso Franco, Aécio Pamponet, Raimundo Paes, ...

#MemóriasJornalismoEmiliano – José Carlos Menezes: Um coringa na Tribuna

  Publicitário, consultor em marketing político e eleitoral. Assim José Carlos Menezes é mais conhecido hoje em dia. Mas foi no jornalismo, o chamado primo pobre, que ele iniciou carreira. Os tempos eram de ditadura militar e ele, estudante de sociologia, conhecedor da língua espanhola, foi escolhido para editor do noticiário internacional, já que os telegramas da Associated Press chegavam em espanhol.   Nos artigos desta série Emiliano José conta que, para Menezes, a Tribuna revolucionou o jornalismo baiano. Por dois motivos: foi o primeiro jornal a rodar em off-set; e inovou tanto na linguagem quanto na abordagem dos conteúdos, eliminando vícios e jargões.   Uma característica daquela fase “dos bons e velhos tempos da TB”, como ele relembra, foi não se limitar a “pentear” os telegramas. Para quem não é do ramo, “pentear” era apenas corrigir erros. Mas para um jornal com uma redação politizada, como era o caso, cheia de “comunistas”, os textos eram reescritos e...