segunda-feira, 23 de julho de 2012
domingo, 22 de julho de 2012
Todo risco - Damário Dacruz
A Fundação Pedro Calmon (FPC) realizará, no dia 27 de julho, no Pouso da Palavra, Cachoeira, o lançamento do livro Todo risco, de Damário Dacruz, que em 2013, se vivo, completaria 60 anos de idade. Neste dia, haverá uma mesa com a presença do Prof. Ubiratan Castro de Araújo, Diretor Geral da FPC, os palestrantes Manoel Passos Pereira e João de Moraes Filho, e a viúva Graça Cruz. A programação terá início às 18h30. A partir das 19h15 acontecerá o recital de Marcos Peralta, com poemas de Damário Dacruz e, em seguida, o lançamento do livro Todo risco.
Nos dias 27 e 28, o público terá acesso aos livros publicados pela FPC, visitando o Feira-Móvel, em frente ao Pouso da Palavra. O livro de Damário Dacruz será vendido ao preço de 10 reais, o que possibilitará aos cachoeiranos e visitantes acesso à obra mais conhecida do poeta e que, em 2013, completará 20 anos desde sua primeira edição.
O livro resulta da parceria da FPC e da Editora Livro.Com. Com essa publicação, a FPC dá continuidade à coleção Estante de Bolso, que chega ao seu segundo volume.
Lembrando a todos que hoje não existe mais nenhum exemplar de nenhum livro de Damário a venda e que esta é uma oportunidade única de adquirir um livro do poeta! Ademais, o Pouso está precisando muito da ajuda de todos vocês! Depois do falecimento do poeta estamos tendo muitas dificuldades em manter o espaço aberto! E, com mais esta ajuda da Fundação poderemos garantir que o espaço continue por, pelo menos, mais alguns meses aberto!
Participem, compareçam, divulguem!
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Suplente de um voto só vira vereadora
terça-feira, 17 de julho de 2012
quinta-feira, 12 de julho de 2012
De escritores e putas
O jornal Reforma,
do México, publicou uma amostra das cartas que o escritor Carlos Fuentes (foto) manteve
com sua editora, o Fundo de Cultura Econômica. Em 1978, uma editora concorrente
lhe havia feito uma proposta para publicar uma antologia pessoal. Fuentes escreve
então ao diretor do FCE, José Luis Martínez: “Se mal não recordo, tenho
contrato firmado com o Fundo para publicar, precisamente, uma antologia pessoal.
E, ainda que não o tivesse, gostaria de tê-lo. Finalmente, querido José Luis, os
escritores somos como as putas: temos que trabalhar sempre no mesmo bordel; se
não, onde te procuram os clientes?”.
(Do
aeroporto de Caracas, para uma rápida passagem por “Salvador de Bahia”: bem que o título poderia ser "Pra não dizer que não falei de escritores". Notinha de capa do jornal argentino Página/12, de 10/07/2012. O
premiadíssimo escritor mexicano morreu em 15 de maio último, aos 83 anos).
quarta-feira, 11 de julho de 2012
CARTA DE CAYMMI PARA JORGE AMADO.
linda canção para Yemanjá pois o reflexo do sol desenha seu manto em
nosso mar, aqui na Pedra da Sereia. Quantas canções compus para
saiba, ela sabe tudo, que mulher, duas iguais não existem, que foi
que eu fiz de bom para merecê-la? Ela te manda um beijo, outro para
pano africano para eu fazer uma túnica e ficar irresistível.
Ontem saí com Carybé, fomos buscar Camafeu na Rampa do Mercado,
andamos por aí trocando pernas, sentindo os cheiros, tantos, um
perfume de vida ao sol, vendo as cores, só de azuis contamos mais de
quinze e havia um ocre na parede de uma casa, nem te digo. Então ao
voltar, pintei um quadro, tão bonito, irmão, de causar inveja a
Graciano. De inveja, Carybé quase morreu e Jenner, imagine!, se fartou
de elogiar, te juro. Um quadro simples: uma baiana, o tabuleiro com
abarás e acarajés e gente em volta. Se eu tivesse tempo, ia ser
pintor, ganhava uma fortuna. O que me falta é tempo para pintar,
compor vou compondo devagar e sempre, tu sabes como é, música com
pressa é aquela droga que tem às pampas sobrando por aí. O tempo que
tenho mal chega para viver: visitar Dona Menininha, saudar Xangô,
conversar com Mirabeau, me aconselhar com Celestino sobre como
investir o dinheiro que não tenho e nunca terei, graças a Deus, ouvir
Carybé mentir, andar nas ruas, olhar o mar, não fazer nada e tantas
outras obrigações que me ocupam o dia inteiro. Cadê tempo pra pintar?
Quero te dizer uma coisa que já te disse uma vez, há mais de vinte
anos quando te deu de viver na Europa e nunca mais voltavas: a Bahia
está viva, ainda lá, cada dia mais bonita, o firmamento azul, esse mar
tão verde e o povaréu. Por falar nisso, Stela de Oxóssi é a nova
iyalorixá do Axé e, na festa da consagração, ikedes e iaôs, todos na
roça perguntavam onde anda Obá Arolu que não veio ver sua irmã subir
ao trono de rainha? Pois ontem, às quatro da tarde, um pouco mais ou
menos, saí com Carybé e Camafeu a te procurar e não te encontrando,
indagamos: que faz ele que não está aqui se aqui é seu lugar? A lua de
Londres, já dizia um poeta lusitano que li numa antologia de meu
tempo de menino, é merencória. A daqui é aquela lua. Por que foi ele
filho-da-puta é o que ele é, nosso irmãozinho.
Sabes que vendi a casa da Pedra da Sereia? Pois vendi. Fizeram um
edifício medonho bem em cima dela e anunciaram nos jornais: venha ser
vizinho de Dorival Caymmi. Então fiquei retado e vendi a casa, comprei
um apartamento na Pituba, vou ser vizinho de James e de João Ubaldo,
daquelas duas ‘línguas viperinas, veja que irresponsabilidade a minha.
Mas hoje, antes de me mudar, fiz essa canção para Yemanjá que fala em
peixe e em vento, em saveiro e no mestre do saveiro, no mar da Bahia.
Nunca soube falar de outras coisas. Dessas e de mulher. Dora, Marina,
Adalgisa, Anália, Rosa morena, como vais morena Rosa, quantas outras
e todas, como sabes, são a minha Stela com quem um dia me casei te
tendo de padrinho. A bênção, meu padrinho, Oxóssi te proteja nessas
inglaterras, um beijo para Zélia, não esqueçam de trazer meu pano
africano, volte logo, tua casa é aqui e eu sou teu irmão Caymmi”.
A memória de Gabriel Garcia Márquez
![]() |
| Gabriel Garcia Márquez: "O segredo de uma velhice agradável consiste apenas na assinatura de um honroso pacto com a solidão". |
Triste ironia do destino: o
escritor Gabriel Garcia Márques, 85 anos, perdeu a memória. Logo ele, que tão bem narrou
a passagem do tempo em seus livros (como relacionou bem Simoa Borba no
Facebook), especialmente na sua obra-prima “Cem Anos de Solidão”, no qual conta
sobre uma síndrome do esquecimento que atacou os moradores da aldeia Macondo, a
ponto de utilizarem plaquinhas denominando e informando a utilidade de objetos
e alimentos (se não me falha a memória, porque embora tenha lido esse clássico
duas vezes, faz tempo isso).
"A sabedoria é algo que
quando nos bate
à porta já não nos serve para nada"
(Gabriel Garcia Márquez).
Triste saber que ele não vai
voltar a escrever, depois de ter sido diagnosticado com demência, conforme
anunciou o irmão do escritor, Jaime García Márquez, numa conferência em
Cartagena das Índias, Colômbia. Contou que o Nobel da Literatura está bem em
termos físicos, mas que perdeu a memória.
Se os leitores desse
extraordinário autor, que também narra tão bem a passagem do tempo em " Amor nos
Tempos de Cólera" (no qual conta a
história do amor de Florentino por Firmina, que ultrapassam 53 anos quase sem
nenhum contato), ficam inconformados, imaginem os amigos. Deve ter sido esse o
motivo do presidente da Fundação de Novo Jornalismo Ibero-Americano (FNPI),
fundada por GabrielGarcía Márquez, escrever na sua conta Twitter que o escritor
não sofre de demência. Porém confirma o escritor tem problemas de memória.
O presidente da FNPI, que é
também amigo de Gabriel García Márquez, sustentou ainda que“não há diagnóstico
médico de demência”. A afirmação que corre na mídia é que de fato o escritor perdeu a memória e, por isso, não
voltará mais a escrever, como revelou o irmão.
Notícias relacionadas:
Jaime Abello desmente notícia no Twitter
terça-feira, 10 de julho de 2012
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Apoio de Lula a Chávez agita campanha eleitoral
![]() |
| Lula no vídeo exibido no encerramento do Foro de São Paulo (Foto: AVN) |
Manchete
de capa do jornal estatal venezuelano Correo
del Orinoco, sábado, dia 7: “Lula a Chávez: ‘Tua vitória será nossa vitória’”
De
Caracas (Venezuela) – Muitos brasileiros poderão se perguntar por que
tanta repercussão do apoio declarado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva à reeleição do presidente venezuelano Hugo Chávez, no pleito de 7 de
outubro, conforme vídeo exibido no encerramento do XVIII Encontro do Foro de
São Paulo, na sexta, dia 6, aqui em Caracas. Para “nosotros” brasileiros, é uma
decorrência natural da posição dos dois líderes latino-americanos, sempre
afinados nos embates políticos dos últimos anos, com destaque durante os oito
anos (2003-2010) em que o líder petista estava também na presidência.
(Para ler mais no Evidentemente)
domingo, 8 de julho de 2012
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